HOME > América Latina

Criança de três anos é resgatada após seis dias sob escombros na Venezuela

Menina de três anos foi retirada com vida em Caracas por equipe jordaniana após terremotos que devastaram o país

Criança é resgatada com vida de escombros em Caracas, na Venezuela, em 30 de junho de 2026 (Foto: Divulgação/Diretoria de Segurança Pública da Jordânia)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - Uma criança de três anos foi resgatada com vida nesta terça-feira (30) em Caracas, seis dias depois dos terremotos que devastaram a Venezuela e deixaram milhares de mortos, feridos, desalojados e desaparecidos. O salvamento foi realizado por uma equipe de buscas da Jordânia, que localizou a menina presa sob os escombros de uma casa na capital venezuelana. As informações são do g1.

A operação foi conduzida por integrantes da Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, que atuam na Venezuela em apoio às autoridades locais. Os resgatistas levaram horas para alcançar a criança, em uma ação considerada delicada devido ao risco de novos desabamentos e à fragilidade da estrutura destruída.

Em comunicado, a DSP informou que a equipe utilizou equipamentos especializados para remover os escombros e acompanhou os sinais vitais da menina durante todo o trabalho. "A equipe trabalhou ininterruptamente por horas para remover os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitorava os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos, até conseguir alcançá-la e retirá-la com total profissionalismo, sem causar qualquer dano", afirmou o órgão jordaniano.

Imagens divulgadas pela Diretoria de Segurança Pública da Jordânia mostram os resgatistas usando uma esmerilhadeira para abrir caminho entre as camadas de concreto e destroços. No vídeo, a equipe também monitora a situação dentro da fenda com o auxílio de um tablet, enquanto tenta chegar até a criança soterrada.

O resgate ocorreu em meio a uma mobilização internacional para ajudar a Venezuela após os terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 que atingiram o país. Equipes de busca de diferentes nações foram enviadas ao território venezuelano para auxiliar no trabalho de localização de sobreviventes e retirada de vítimas dos escombros.

Os tremores provocaram o colapso total ou parcial de centenas de prédios, especialmente em áreas urbanas e litorâneas. A destruição deixou dezenas de milhares de pessoas desaparecidas, segundo as estimativas mencionadas pelas autoridades e organismos internacionais.

O governo venezuelano atualizou na segunda-feira (20) o balanço oficial da tragédia para 1.719 mortos. O número de feridos subiu para 5.034, enquanto 15.866 pessoas estão desalojadas. As autoridades também informaram que 22.619 pessoas receberam atendimento hospitalar em razão de ferimentos provocados pelos terremotos.

Os dados ainda são provisórios, e a expectativa é que os números aumentem à medida que as equipes avancem nas áreas mais atingidas. A dimensão dos danos, o bloqueio de vias e o risco de instabilidade em construções comprometidas dificultam o acesso de socorristas a determinadas regiões.

Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), estima que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos tremores. A entidade calcula ainda que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.

As áreas mais atingidas ficam no litoral da porção leste da Venezuela. La Guaira aparece entre as cidades que sofreram os danos mais severos, com edifícios destruídos e grande impacto sobre a infraestrutura local. A região afetada também inclui Caracas e Maiquetía, onde está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar.

Principal porta de entrada da Venezuela, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado até segunda ordem. Outros terminais internacionais, como o de Valencia, foram reabertos, o que pode facilitar a chegada de ajuda humanitária e de novas equipes estrangeiras de resgate.

O salvamento da criança em Caracas ocorreu em um momento em que as operações de busca ainda tentam localizar sobreviventes entre os escombros. Mesmo após seis dias dos terremotos, equipes seguem atuando em áreas destruídas, com apoio de tecnologia térmica, cães farejadores, equipamentos de corte e máquinas de remoção controlada de destroços.

Artigos Relacionados