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Cuba anuncia restabelecimento de energia após apagão causado por bloqueio dos EUA

Pressão de Washington resulta em grave crise energética e deixa milhões sem eletricidade na ilha

Apagão deixa grande parte de Cuba sem energia elétrica (Foto: REUTERS/Norlys Perez)

247 - O governo de Cuba anunciou que a energia elétrica foi restabelecida no domingo (22), após o segundo apagão nacional em menos de uma semana, que deixou os cerca de 10 milhões de habitantes do país sem eletricidade. Segundo a empresa elétrica estatal, dois terços da capital Havana já haviam recuperado o fornecimento de energia na tarde de domingo. Cuba enfrenta crise energética causada diretamente pelo bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos ao país.

Segundo a AFP, o último blecaute total ocorreu devido a uma falha em uma unidade geradora de uma das oito usinas termelétricas do país, provocando efeito dominó em todo o sistema. As autoridades alertaram que a demanda energética continuaria superior à oferta disponível. A queda de energia decorre da intensificação da pressão estadunidense sobre o país. Na última semana, Trump declarou a intenção de "tomar" a ilha.

Ofensiva estadunidense

Segundo autoridades cubanas, o país não recebe petróleo desde o sequestro de Nicolás Maduro, principal fornecedor do combustível da ilha, em agressão militar dos EUA no início deste ano. Os apagões, em conjunto com outras privações decorrentes dos bloqueios estadunidenses, provocaram manifestações da população, incluindo panelaços durante a noite.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossio, afirmou que o país se prepara para uma possível ofensiva militar dos EUA, mas mantém disposição para negociar.  "Nosso Exército sempre está preparado. E, de fato, nestes dias se prepara para a possibilidade de uma agressão militar. Esperamos de verdade que isso não aconteça", declarou em entrevista à NBC. 

Fernández de Cossio também reforçou a expectativa de normalização do fornecimento de petróleo. "Esperamos que o combustível chegue a Cuba de uma forma ou de outra e que este boicote não dure para sempre", disse.

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