Cuba condena ameaças dos Estados Unidos
Miguel Díaz-Canel afirma que pressão dos Estados Unidos busca desestabilizar o país e alerta para resistência do povo cubano
247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, voltou a acusar os Estados Unidos de promoverem ameaças constantes contra o país, em meio a um cenário de dificuldades econômicas agravadas por décadas de sanções. Em publicação na rede digital X na noite desta terça-feira (17), o líder cubano afirmou que Washington tenta justificar possíveis ações hostis utilizando como argumento a própria crise econômica que foi provocada pelas políticas norte-americanas.
Díaz-Canel denunciou a estratégia contínua de pressão contra Cuba. Segundo ele, “#EEUU ameaça publicamente a #Cuba, quase diariamente, de derrocar pela força a ordem constitucional”.
Críticas à política dos Estados Unidos
O chefe de Estado cubano criticou diretamente o uso da situação econômica do país como justificativa para ações externas. “E usa um indigno pretexto: las duras limitações da debilitada economia que eles agrediram e pretenderam isolar há mais de seis décadas”, escreveu.
Díaz-Canel também acusou os Estados Unidos de terem interesses diretos sobre os recursos e a economia cubana. “Pretendem e anunciam planos para apossar-se do país, de seus recursos, das propriedades e até da própria economia que buscam asfixiar para render-nos”, afirmou.
Denúncia de “guerra econômica”
O presidente cubano classificou as medidas impostas por Washington como uma “guerra econômica” contra a população. Segundo ele, trata-se de uma política de “castigo coletivo” que afeta diretamente o povo da ilha.
“Somente assim se explica a feroz guerra econômica que se aplica como castigo coletivo contra todo o povo”, declarou Díaz-Canel.
Defesa da soberania cubana
Apesar das críticas e do cenário descrito como adverso, o líder cubano destacou a disposição do país de resistir a qualquer tipo de intervenção externa. Ele afirmou que Cuba manterá sua posição diante das ameaças.
“Diante do pior cenário, #Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo se chocará com uma resistência inexpugnable”, escreveu, finalizando a mensagem com a hashtag “#CubaEstáFirme”.


