Rússia afirma que está disposta a ajudar Cuba diante da pressão econômica dos EUA
Porta-voz do Kremlin afirma que Moscou mantém contato em nível técnico e operacional com Havana
247 - A Rússia afirmou que está disposta a prestar toda a ajuda possível a Cuba diante das dificuldades econômicas enfrentadas pela ilha, causadas pela pressão e pelo bloqueio criminoso dos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta terça-feira (17) pelo porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, que destacou que Moscou mantém diálogo constante com as autoridades cubanas. Segundo ele, Cuba é “um Estado independente e soberano que enfrenta grandes dificuldades econômicas devido ao embargo asfixiante imposto ao país”. As informações são da RT Brasil.
O porta-voz também mencionou que a situação da ilha envolve problemas humanitários. “Nós, como Rússia, estamos dispostos a oferecer toda a ajuda possível. Todas essas questões estão sendo discutidas com as autoridades cubanas”, declarou. De acordo com Peskov, os contatos entre os dois países seguem em nível técnico e operacional, com comunicação regular entre representantes de Moscou e Havana. “Continuamos em contato com nossos amigos cubanos”, afirmou.
Pressão dos Estados Unidos
O posicionamento russo ocorre em meio ao aumento da pressão econômica dos Estados Unidos sobre Cuba. Em 29 de janeiro, o presidente estadunidense Donald Trump assinou uma ordem executiva que declara “emergência nacional” diante do que Washington classifica como uma ameaça à segurança do país e da região. O texto da ordem acusa o governo cubano de manter alinhamento com “países hostis”, além de mencionar, sem apresentar provas, suposto acolhimento de grupos como Hamas e Hezbollah e a presença de capacidades militares estrangeiras na ilha.
Posteriormente, Trump afirmou que seu governo mantém contatos com Havana e indicou intenção de chegar a um acordo, embora tenha descrito Cuba como uma “nação em decadência”. Em 7 de março, o presidente estadunidense declarou: “Uma grande mudança está chegando em breve a Cuba”, acrescentando que a ilha estaria chegando “ao fim do caminho”. As medidas anunciadas por Washington incluem tarifas a países que comercializam petróleo com a nação caribenha, além de ameaças de represálias a eventuais descumprimentos da ordem executiva.
O bloqueio econômico e comercial criminoso imposto pelos Estados Unidos contra Cuba já dura mais de seis décadas e tem impacto direto sobre a economia do país, segundo autoridades cubanas. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel também tem se manifestado sobre a situação interna da ilha em meio ao cenário de pressões externas e dificuldades econômicas.


