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Cuba reafirma disposição para diálogo com EUA, com base no direito internacional e no respeito à soberania, diz chanceler

Eventual negociação não deve envolver interferência em assuntos internos, diz Bruno Rodríguez

Bruno Rodríguez (Foto: Cancillería de Cuba)

247 - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que o governo cubano mantém disposição para dialogar de maneira séria e responsável com os Estados Unidos, com o objetivo de buscar soluções para divergências bilaterais. A declaração foi publicada pelo chanceler em sua conta oficial na rede social X.

No post, Rodríguez destacou que a abertura de Havana para o diálogo com Washington não é recente e deve ocorrer com base no direito internacional e no respeito à soberania de ambas as nações.

“O governo de Cuba está disposto a dialogar de forma séria e responsável com o governo dos Estados Unidos. Isso não é algo novo. Busca encontrar solução para diferenças bilaterais, com apego ao Direito Internacional e respeito à soberania de ambas as partes”, escreveu o chanceler.

Rodríguez também ressaltou que qualquer eventual negociação não deve envolver interferência em assuntos internos de cada país. Segundo ele, o diálogo entre Havana e Washington não diz respeito aos modelos políticos, econômicos ou sociais adotados por cada nação.

“Portanto, não diz respeito em absoluto aos assuntos internos, aos ordenamentos constitucionais, nem aos modelos políticos, econômicos e sociais dos dois países”, acrescentou.

A posição reiterada pelo chanceler cubano segue uma linha diplomática já expressa anteriormente por autoridades da ilha, que defendem conversas bilaterais com base em igualdade soberana e sem condições prévias. Em declarações anteriores, representantes de Cuba indicaram que o país está disposto a tratar qualquer tema com os Estados Unidos desde que não haja ingerência em seus assuntos internos.

As relações entre Cuba e Estados Unidos permanecem marcadas por divergências políticas e pelo bloqueio econômico mantido por Washington, que é um dos principais fatores de tensão entre os dois países. Ao reiterar a disposição para o diálogo, o chanceler cubano enfatiza que qualquer aproximação deve ocorrer com respeito mútuo e dentro das normas do direito internacional.

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