Cuba condena ataque dos EUA à Venezuela e declara apoio total ao país sul-americano
Governo cubano condena violação do direito internacional e exige libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores
247 - O governo de Cuba divulgou neste sábado (3), uma dura declaração oficial em que condena a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. No texto, Havana reafirma apoio “absoluto e solidário” à República Bolivariana da Venezuela, ao seu governo e ao povo venezuelano, apontando o episódio como uma grave escalada de tensões com impacto direto sobre a paz regional e internacional.
A declaração foi publicada pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba, o Cubaminrex, e reflete a posição do Governo Revolucionário Cubano diante dos acontecimentos envolvendo a Venezuela. O comunicado afirma que a ação dos Estados Unidos viola o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, além de aprofundar uma campanha de hostilidade que vem sendo conduzida há anos contra o país sul-americano.
No documento, Cuba manifesta apoio explícito ao pronunciamento da vice-presidenta executiva venezuelana, Delcy Rodríguez, e endossa a exigência de que o governo norte-americano apresente provas de vida do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, Cilia Flores. O texto ressalta ainda a determinação do governo bolivariano e do povo venezuelano em rejeitar a agressão e defender sua independência e soberania.
O governo cubano afirma que a ofensiva representa “uma perigosa escalada” da política de confronto dos Estados Unidos, mencionando o aumento das tensões desde setembro de 2025, com o deslocamento de forças navais norte-americanas para o Mar do Caribe. Para Havana, tais ações se baseiam em “pretextos falsos” e acusações sem provas.
A declaração exige de forma enfática a libertação imediata de Nicolás Maduro e Cilia Flores, classificando o episódio como uma agressão de caráter imperialista, voltada ao controle dos recursos naturais da Venezuela e à intimidação de governos da América Latina e do Caribe. O texto associa essa postura às ambições históricas dos Estados Unidos na região, citando a Doutrina Monroe como referência desse comportamento.
Cuba responsabiliza diretamente o governo dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado norte-americano pelas mortes e danos humanos e materiais já registrados, bem como por eventuais consequências futuras decorrentes da ação. O comunicado também menciona a influência de setores hostis à Venezuela dentro e fora do território norte-americano.
O governo cubano recorda que os países da região assinaram, em 2014, a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, compromisso que, segundo Havana, está agora ameaçado. Para Cuba, a comunidade internacional não pode permitir que uma agressão dessa magnitude contra um Estado-membro da ONU fique sem resposta, nem aceitar o sequestro de um presidente legítimo em exercício.
Ao reafirmar que a Venezuela é um país pacífico e que não atacou os Estados Unidos nem outras nações, o texto enfatiza o laço histórico de solidariedade entre os dois países. “Por essa nação irmã e seu povo, estamos preparados para dar, como faríamos por Cuba, até mesmo o nosso próprio sangue”, afirma a declaração.
No encerramento, o Governo Revolucionário convoca governos, parlamentos, movimentos sociais e povos de todo o mundo a condenarem a ação militar norte-americana contra a Venezuela e a enfrentarem o que define como um ato de terrorismo de Estado que ameaça a paz e a segurança internacionais. O comunicado conclui reafirmando a determinação de Cuba com a consigna: “Pátria ou Morte. Venceremos!



