Cuba condena decisão ‘arbitrária e injustificada’” do Equador contra diplomatas
Equador cometeu ato hostil ao exigir saída de funcionários da embaixada em 48 horas e afirma que medida afeta relações históricas entre os dois países
247 - O governo de Cuba criticou duramente a decisão do Equador de exigir que funcionários da embaixada cubana deixem o país em até 48 horas. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou a medida como “arbitrária e injustificada”, além de afirmar que a decisão foi anunciada sem qualquer explicação formal por parte das autoridades equatorianas.
De acordo com reportagem publicada pela agência Prensa Latina, Havana afirmou que a determinação de Quito representa um gesto hostil que compromete a relação bilateral construída ao longo de décadas. “Este é um ato hostil e sem precedentes que prejudica significativamente as relações históricas de amizade e cooperação entre os dois países e povos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba.
No comunicado, o governo cubano também criticou o afastamento das práticas diplomáticas reconhecidas internacionalmente. Segundo Havana, a decisão demonstra “o desprezo do atual governo do Equador pelas práticas diplomáticas e pelas cortesias observadas pela comunidade internacional”.
A chancelaria cubana ressaltou ainda que os integrantes da missão diplomática em Quito atuaram dentro das normas internacionais e das leis equatorianas. Conforme o texto oficial, o pessoal cubano no país “cumpriu rigorosamente as leis e regulamentos do Equador, sem interferir nos assuntos internos daquele Estado”, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961.
Contexto regional
O comunicado também aponta que a decisão ocorreu em um momento de intensificação das tensões políticas envolvendo Cuba no cenário internacional. Segundo o governo da ilha, o episódio ocorre em meio ao aumento das pressões dos Estados Unidos contra o país caribenho.
“Não parece ser coincidência que a declaração tenha sido feita num contexto caracterizado pelo reforço da agressão dos Estados Unidos contra Cuba e pela forte pressão do governo daquele país sobre terceiros Estados para que aderissem a essa política, poucos dias antes da Cúpula de Miami”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.
O texto faz referência a uma reunião marcada para 7 de março em Miami entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes de alguns governos da região.
Cuba aposta em solidariedade
Apesar das críticas ao governo equatoriano, Havana afirmou acreditar na continuidade dos laços históricos entre as sociedades dos dois países. O comunicado expressa confiança de que a relação de solidariedade entre os povos será preservada.
“Cuba está convencida de que o povo equatoriano saberá defender os laços de solidariedade e fraternidade com Cuba”, destacou o texto oficial divulgado pela chancelaria cubana.


