Cuba rechaça ordem executiva de Trump
Chancelaria cubana afirma que decreto amplia bloqueio e ameaça a população da ilha
247 - A chancelaria cubana afirmou que Cuba rechaça a ordem executiva de Trump, assinada em 1º de maio de 2026, por ampliar o bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos e ameaçar a população da ilha.
Em nota do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, o Minrex, publicada pelo Granma, o governo cubano rejeitou “nos termos mais veementes” a decisão da Casa Branca e denunciou que as medidas anunciadas agravam os danos ao país e reforçam o risco de agressão contra Cuba.
Escalada do bloqueio
Segundo a chancelaria cubana, a ordem executiva intensifica “a níveis extremos e sem precedentes” o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O ministério também condenou a decisão do Departamento do Tesouro norte-americano, anunciada em 7 de maio de 2026, de incluir as entidades cubanas Gaesa e MoaNickel SA na Lista de Nacionais Especialmente Designados.
Para o Minrex, essa foi a primeira medida coercitiva derivada da ordem assinada por Trump em 1º de maio. A chancelaria classificou a decisão como um ato de agressão econômica e afirmou que ela amplia os efeitos extraterritoriais do bloqueio, com potencial aplicação de sanções secundárias contra empresas, bancos e entidades estrangeiras.
Sanções contra empresas estrangeiras
A nota afirma que as novas medidas podem atingir companhias e instituições financeiras de outros países mesmo quando seus negócios nos Estados Unidos não tenham relação com Cuba. Segundo o ministério, isso prejudicará ainda mais a economia cubana, já impactada pelo bloqueio petrolífero imposto em 29 de janeiro de 2026, que, de acordo com Havana, paralisou exportações de combustível para o país.
A chancelaria cubana acusou Washington de agir “como policial do mundo” e de violar o direito internacional e os princípios do livre comércio de bens e serviços. O texto sustenta que a política norte-americana ataca de forma direta o direito soberano de países que mantêm ou desejam manter relações econômicas, comerciais e financeiras com Cuba.
Apelo à comunidade internacional
O Minrex também afirmou que autoridades dos Estados Unidos, especialmente o secretário de Estado, tentam pressionar a comunidade internacional por meio de “chantagem e intimidação” para que outros países se submetam ao bloqueio contra Cuba.
A nota diz que nenhum país está livre da ameaça de ampliação das medidas e que o objetivo seria isolar Cuba do sistema econômico e financeiro internacional. O ministério alertou que a ofensiva contra a economia cubana só produzirá o efeito pretendido se nações soberanas aceitarem a pressão do governo dos Estados Unidos.
Cuba denuncia risco de agressão
O governo cubano repudiou a natureza criminosa das medidas e afirmou que elas buscam levar a população cubana “à fome e ao desespero”, além de provocar uma crise social, econômica e política em escala nacional.
A chancelaria também rejeitou a intenção do governo dos Estados Unidos de criar uma crise humanitária que possa servir de pretexto para ações mais perigosas, incluindo uma agressão militar contra Cuba.
Na nota, o Minrex afirmou que Cuba continuará denunciando o bloqueio em todos os fóruns internacionais e pediu que a comunidade internacional confronte a escalada no esforço dos Estados Unidos para exercer domínio e controle sobre o destino cubano, em violação à independência e à soberania dos Estados.


