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Chanceler cubano acusa EUA de ameaças militares e “cinismo histórico” sob pretexto de “libertar” a ilha

Bruno Rodríguez denuncia endurecimento do bloqueio e novas ordens executivas como genocidas

Bruno Rodríguez (Foto: Cancillería de Cuba)

247 - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou nesta terça-feira (5) o governo dos Estados Unidos de insistir em medidas militares contra a ilha sob o pretexto de “libertá-la”, classificando as declarações de autoridades norte-americanas como “cínicas e hipócritas”, informa a Prensa Latina.

Segundo Rodríguez, a retórica de Washington ignora décadas de agressão econômica. “O governo dos EUA insiste que pretende tomar medidas militares contra Cuba porque o país está devastado… e que seria uma honra libertá-lo”, escreveu o chanceler. Em seguida, enfatizou: “O cinismo e a hipocrisia residem no fato de que os Estados Unidos vêm tentando devastar Cuba por meio de guerra econômica há décadas”.

O chefe da diplomacia cubana afirmou que a atual administração norte-americana, sob o comando do presidente Donald Trump, radicalizou sua postura nos últimos meses com a publicação de duas Ordens Executivas, que ele descreveu como “genocidas”. As medidas, segundo o chanceler, aprofundam o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há mais de seis décadas contra a maior ilha das Antilhas.

“Tanto o bloqueio econômico e energético, quanto as novas medidas coercitivas extraterritoriais, assim como a ameaça de agressão militar e a própria agressão, são crimes internacionais”, declarou Rodríguez, repetindo uma expressão já usada pelo governo cubano em fóruns multilaterais.

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