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Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba rechaça ameaças de Trump

Em nota, o MBSC denuncia novas sanções dos EUA e convoca sindicatos, partidos e movimentos sociais à solidariedade

Brasil e Cuba (Foto: Divulgação)

247 - A nota do Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba contra novas sanções dos EUA e em defesa da solidariedade internacional convoca sindicatos, partidos e movimentos sociais a se posicionarem diante do grave endurecimento das ameaças e da ofensiva imperialista contra a Revolução Cubana.

Divulgado neste sábado, 2 de maio, o documento do Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba passou a circular amplamente nas redes sociais e entre movimentos de solidariedade nacionais e internacionais. Na nota, o MBSC declara apoio ao povo cubano e rechaça a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou na sexta-feira, 1º de maio, atacar Cuba militarmente. 

O movimento afirma que Trump justificou as medidas alegando que Havana “segue representando uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, classificou as medidas como ilegais e abusivas, conforme destaca a nota brasileira.

Segundo o MBSC, a orientação dada por Trump à sua administração inclui sanções a bancos estrangeiros que mantenham relações com o governo cubano. Para o movimento, a medida se insere em uma política de hostilidades que busca ampliar o bloqueio e atingir diretamente o cotidiano do povo cubano.

A entidade afirma que as novas ameaças aparecem em diferentes esferas da vida social, econômica e institucional de Cuba. De acordo com a nota, as ações têm como objetivo intensificar o bloqueio, inclusive no setor petrolífero, para sufocar o país, subverter sua ordem interna e derrubar a Revolução Cubana.

O documento sustenta que essa estratégia pretende produzir uma “morte por asfixia”, com impactos sobre áreas essenciais como comércio, saúde, educação, transportes, comunicações e produção. Para o MBSC, trata-se de uma ofensiva que afeta o funcionamento geral do país e agrava as dificuldades enfrentadas pela população cubana.

Solidariedade e cooperação

Na nota, o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba reafirma o compromisso de defender os legados humanistas de José Martí, apóstolo da independência cubana, e de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, no contexto do centenário natalício de Fidel.

O MBSC também defende o fortalecimento de iniciativas concretas de cooperação com Cuba. Entre elas, cita o envio de painéis solares ao país como uma das formas de fomentar a solidariedade e apoiar a população cubana diante do bloqueio e das restrições impostas pelos Estados Unidos.

Outro ponto destacado pelo movimento é o combate às falsas narrativas sobre Cuba promovidas pelos meios de comunicação hegemônicos. Segundo a nota, esses veículos silenciam os exemplos de solidariedade oferecidos por Cuba ao mundo e contribuem para legitimar políticas de pressão e agressão contra o país.

Defesa da paz e do internacionalismo

O documento também rechaça políticas de guerra, ameaças de invasão iminente, interferências e agressões contra Cuba. Para o movimento, a defesa da soberania cubana está diretamente ligada à defesa da paz, do internacionalismo e do direito dos povos à autodeterminação.

Ao encerrar a nota, o MBSC afirma que “Cuba tem o direito de existir”, declara que “Defender Cuba é defender o Brasil” e saúda o internacionalismo e a paz. 

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