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Díaz-Canel reage às ameaças de Trump e diz que Cuba não se renderá a nenhum agressor

"O presidente dos EUA eleva as suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes", disse o mandatário da ilha

Miguel Díaz-Canel e Donald Trump (Foto: Adalberto Roque/Pool via REUTERS / REUTERS/Jonathan Ernst)

247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou neste sábado (2) que o país não cederá às pressões dos Estados Unidos após o anúncio de novas sanções pelo presidente Donald Trump. O líder cubano também solicitou apoio da comunidade internacional diante do que classificou como um ato para atender interesses "de um grupo pequeno, mas rico e influente, ansioso por vingança e domínio", informa a CNN Brasil.

Em publicação na rede X, Díaz-Canel declarou: "O presidente dos EUA eleva as suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes [...] Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará a rendição em Cuba. Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional".

Sanções ampliadas

Na sexta-feira (1º), Donald Trump assinou um decreto que amplia as sanções contra a ilha, com o objetivo de aumentar a pressão sobre Havana. As medidas atingem pessoas, entidades e afiliados ligados ao aparato de segurança do país, além de alvos acusados, segundo o governo estadunidense, de corrupção ou violações de direitos humanos.

O documento divulgado pela Casa Branca estabelece que as sanções podem ser aplicadas a "qualquer pessoa estrangeira" que atue em setores estratégicos da economia cubana, como energia, defesa, metais, mineração, serviços financeiros e segurança.

O decreto também autoriza a adoção de sanções secundárias contra indivíduos ou organizações que realizem ou facilitem transações com os alvos definidos pelas autoridades estadunidenses.

Reação do governo cubano

Após o anúncio, Díaz-Canel afirmou que as medidas "coercitivas" reforçam o bloqueio "brutal e genocida" imposto pelos Estados Unidos. Em nova manifestação nas redes sociais, o presidente escreveu: "O bloqueio e seu reforço causam muitos danos devido ao comportamento intimidador e arrogante da maior potência militar do mundo".

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também criticou a decisão, afirmando que as sanções representam uma tentativa de impor "punição coletiva ao povo cubano", mas declarou que a população não será intimidada.

Ameaças de Trump

Durante o anúncio das medidas, Trump mencionou a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle de Cuba. "E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente", disse o presidente.

Na sequência, o chefe de Estado afirmou que qualquer ação ocorreria após o encerramento das agressões no Oriente Médio. "Vamos terminar uma coisa primeiro, eu gosto de terminar o trabalho", declarou, ao se referir à guerra com o Irã.

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