Defesa da Venezuela condena ataques dos EUA e mobiliza forças armadas
Vladimir Padrino López afirma que FANB usarão todos os recursos para proteger a soberania nacional
247 - O governo da Venezuela reagiu oficialmente aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos em diferentes regiões do país, classificando a ofensiva como uma grave agressão militar. O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, anunciou a ativação plena das capacidades das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) para a defesa do território e da população. Segundo o ministro, mísseis atingiram instalações militares e áreas residenciais em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As informações são da Telesur.
Ataques atingem áreas civis em Caracas e outros estados
De acordo com Padrino López, os bombardeios alcançaram zonas com presença de população civil. Ele informou que as autoridades seguem reunindo dados sobre possíveis feridos e vítimas fatais, enquanto equipes atuam para avaliar a extensão dos danos causados pelos ataques.
O ministro afirmou que, por orientação do presidente Nicolás Maduro, foi ativado um grande contingente de defesa em todo o território nacional, com o objetivo de garantir a integridade do país diante da ofensiva externa.
Governo decreta comoção externa e reforça defesa nacional
Em pronunciamento, o titular da Defesa condenou o que chamou de “agressão militar criminosa” e fez um apelo direto à comunidade internacional. “Diante deste ataque vil e covarde, que ameaça a paz e a estabilidade da região, apresentamos nossa mais veemente condenação à comunidade internacional e a todas as organizações multilaterais, para que o governo dos EUA seja condenado pela flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, declarou.
Padrino López anunciou que o governo venezuelano decretou estado de comoção externa em todo o país, com base na Constituição e nas leis de emergência e segurança nacional. Segundo ele, a medida permite a mobilização integral das capacidades militares para a defesa da nação e o restabelecimento da ordem.
Ministro denuncia violação do direito internacional
O comandante das FANB detalhou que as forças armadas entraram em “estado de prontidão operacional”, com o emprego coordenado de meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. Ele destacou a integração entre forças populares, militares e policiais, descrita como uma “fusão perfeita”, para consolidar um bloco de combate em defesa do país.
O ministro rejeitou de forma categórica qualquer presença de tropas estrangeiras em solo venezuelano, afirmando que a ofensiva representa um “ultraje” motivado pela “ganância insaciável pelos nossos recursos estratégicos”, afastando a narrativa de combate ao narcoterrorismo e apontando a intenção de forçar uma mudança de regime.
Ao encerrar sua declaração, Padrino López evocou o legado histórico dos libertadores e reafirmou princípios centrais da defesa nacional. “A dignidade não é negociável e a pátria é um valor supremo”, afirmou. Ele também apelou à serenidade, à unidade e à calma da população, ressaltando que “a fortaleza é o escudo da pátria” diante de tentativas de gerar pânico e desestabilização, enquanto todos os planos de defesa nacional seguem em plena execução.



