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Guerra na América do Sul: Estados Unidos agridem Venezuela e sequestram Maduro para saquear as riquezas do país

Explosões e aviões em baixa altitude são ouvidos em Caracas; governo venezuelano não comenta e Maduro acusa Washington de tentar tomar o petróleo do país

Pânico em Caracas após ataque dos Estados Unidos (Foto: AP)

247 – Ao menos sete explosões e o som de aeronaves voando em baixa altitude foram ouvidos por volta das 2h da manhã (horário local) deste sábado em Caracas, capital da Venezuela, em um episódio que intensifica o clima de alerta e reforça a sensação de que o país entrou em uma nova fase de confronto com os Estados Unidos.

As informações foram divulgadas pela Associated Press (AP), que relatou que, até o momento, o governo venezuelano não respondeu a um pedido de comentário sobre o que ocorreu na cidade.

Moradores de diferentes bairros correram para as ruas, tentando compreender a origem dos estrondos e a movimentação aérea incomum. A agência descreve que pessoas puderam ser vistas à distância em diversas regiões de Caracas, evidenciando a dimensão do susto e a rápida disseminação do pânico noturno.

O cenário ocorre no momento em que os Estados Unidos vêm aumentando suas operações militares na região. Segundo a AP, as Forças Armadas americanas têm mirado, nos últimos dias, barcos supostamente envolvidos com tráfico de drogas, em uma ofensiva que tem sido tratada como parte de uma estratégia mais ampla de pressão contra o governo venezuelano.

Na sexta-feira, a Venezuela afirmou estar aberta a negociar um acordo com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas, sinalizando disposição para um entendimento formal no campo da segurança. Mesmo assim, o ambiente político segue marcado por acusações e desconfiança.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou que os Estados Unidos estariam tentando forçar uma mudança de governo na Venezuela e garantir acesso às vastas reservas de petróleo do país. Segundo a AP, Maduro apontou que a pressão teria se intensificado com uma grande mobilização militar norte-americana no Mar do Caribe, iniciada em agosto, e mantida ao longo de meses.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem das explosões, nem sobre a natureza das aeronaves ouvidas em baixa altitude, mas o episódio se soma a uma sequência de ações militares e declarações políticas que ampliam a percepção de escalada.

A falta de esclarecimentos imediatos por parte das autoridades venezuelanas também alimenta especulações e aumenta a tensão interna, sobretudo em um contexto internacional no qual a soberania do país e o controle sobre suas riquezas naturais permanecem no centro do conflito.

O caso deve ganhar novos desdobramentos nas próximas horas, à medida que se busquem informações oficiais e que a crise entre Caracas e Washington avance em uma rota cada vez mais perigosa para toda a América do Sul.

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