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Delcy Rodríguez apela à reconciliação e futuro de harmonia na Venezuela

Presidenta interina reforça apelo por união

Delcy Rodriguez promulga a Lei de Anistia (Foto: Telesur)

247 - A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou em mensagem publicada em seu canal oficial no Telegram um apelo à reconciliação nacional e à construção de um futuro de harmonia e esperança para o país, após recente encontro com familiares de vítimas de violência política. A informação foi divulgada originalmente pela agência de notícias Prensa Latina e reflete o tom central da declaração da autoridade venezuelana.

Delcy Rodríguez destacou que o diálogo com as vítimas, realizado no Palácio de Miraflores, sede do governo, tratou de temas profundos como perda, dor e esperança, e apontou avanços no processo de cura das feridas deixadas por décadas de confrontos políticos.

Na mensagem, a presidenta interina afirmou que houve progresso significativo “no combate ao ódio e no fortalecimento da união” nacional. Ela ressaltou que instrumentos legais como a Lei de Anistia para a Convivência Democrática e a Paz e o Programa para a Coexistência Democrática e a Paz têm como objetivos promover justiça, reconciliação e convivência pacífica no país.

Delcy explicou ainda que o perdão implica a superação da dor pessoal e coletiva, e citou a importância de curar o ódio político que, segundo ela, ainda persiste entre diferentes grupos da sociedade. “Achei que a primeira coisa que precisa ser curada é o ódio, e existe um grupo de pessoas, indivíduos diversos, que fazem parte do Programa de Coexistência Democrática, para ver como podemos curar o ódio”, declarou no registro audiovisual.

Durante o diálogo com as vítimas, incluindo mães que perderam filhos durante os protestos conhecidos como guarimbas em 2013, 2014 e 2017, a presidenta interina fez um apelo direto à participação ativa de todos no programa de convivência: “Peço que vocês participem ativamente do Programa”, disse ela.Delcy Rodríguez também abordou outros mecanismos de justiça e reconciliação, como a Comissão Especial para a execução e aplicação da Lei de Anistia e a Comissão para a Revolução Judicial, afirmando que “a justiça deve ser para todos”, conforme citado na publicação original.

Ao mesmo tempo, a presidenta interina criticou setores que, segundo sua avaliação, interpretam erroneamente o momento político atual e o veem sob a ótica de uma derrota político-partidária. Ela ainda mencionou que grupos da extrema-direita com base na Europa e nos Estados Unidos “já têm planos e, oportunamente, eu os revelarei”.

Em outro trecho da mensagem, Rodríguez destacou que a diplomacia venezuelana buscará resolver diferenças geopolíticas com as potências globais e que a cooperação econômica e comercial será fundamental para aproveitar o potencial material e espiritual do país.

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