Delcy Rodríguez propõe anistia geral a presos por violência política
Figuras como María Corina Machado já se mobilizam para voltar à Venezuela
247 – A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) a proposta de uma lei de anistia voltada a cidadãos detidos desde 1999 em contextos de violência no país sul-americano.
“Quero anunciar que decidimos impulsionar uma lei de anistia geral que cubra todo o período político de violência política de 1999 até o presente”, afirmou Rodríguez ao discursar na cerimônia que marcou a abertura do ano judicial, segundo informou a agência Sputnik.
Durante a sessão inaugural das atividades judiciais de 2026 do Tribunal Supremo de Justiça, a dirigente venezuelana explicou que a Comissão Presidencial para a Revolução do Sistema de Justiça na Venezuela e o Programa para a Convivência Democrática e a Paz serão responsáveis por encaminhar a proposta de lei à Assembleia Nacional.
Além disso, a presidente encarregada convocou uma consulta para estabelecer um novo sistema de justiça.
O anúncio de Rodríguez surge um dia após um telefonema entre a presidente encarregada da Venezuela e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mais cedo, na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington acompanhará de perto as ações das autoridades da Venezuela, mantendo-se preparados para usar a força a fim de garantir cooperação, se necessário.
“Vamos monitorar atentamente o desempenho das autoridades interinas à medida que cooperam com nosso plano baseado em etapas para restaurar a estabilidade na Venezuela. Não haja dúvidas: como o presidente dos Estados Unidos declarou, estamos preparados para usar a força para assegurar o máximo de cooperação caso outros métodos falhem”, afirmou Rubio em um depoimento por escrito ao Senado dos Estados Unidos.
Antes do anúncio de Rodríguez, a líder da oposição venezuelana em fuga María Corina Machado anunciou sua intenção de retornar em breve à Venezuela para participar da transição política e da “construção de um novo país”.
“Muito em breve, retornarei à Venezuela para trabalhar juntos na transição e na construção de um país excepcional, ao qual nossos filhos retornarão”, escreveu Machado na rede social X, na quarta-feira.
Machado também classificou como prioridade a libertação de presos políticos, afirmando que mais de 700 pessoas permanecem detidas no país por razões políticas.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, sequestrando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os a Nova York. Trump anunciou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento em “narcoterrorismo” e por representarem uma ameaça, inclusive aos Estados Unidos. Durante a audiência em Nova York, Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações. (Com informações da Sputnik).


