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Sob pressão dos EUA, Venezuela aprova reforma que abre setor de petróleo a empresas estrangeiras

Mudança permite que companhias internacionais administrem campos por conta própria

Bombas de extração de petróleo são vistas no Lago Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela (Foto: REUTERS/Isaac Urrutia/Arquivo)

247 - O Parlamento da Venezuela aprovou uma reforma legal que facilita a participação de empresas estrangeiras na indústria do petróleo do país. A medida altera regras que regem um dos setores mais estratégicos da economia venezuelana e amplia a possibilidade de atuação direta de companhias internacionais na exploração petrolífera. Segundo a CNN Brasil, a reforma tem apoio da presidente interina, Delcy Rodríguez, e foi apresentada como parte de uma iniciativa do governo venezuelano para atender exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Reforma amplia atuação estrangeira no setor petrolífero

O texto aprovado abre a indústria do petróleo da Venezuela, atualmente em grande parte controlada pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Com a nova legislação, empresas estrangeiras poderão administrar campos de petróleo por sua própria conta, risco e custo. Até então, a exploração e a gestão das áreas petrolíferas estavam concentradas majoritariamente na PDVSA, que mantém papel central na estrutura do setor energético venezuelano.

Aprovação ocorreu por unanimidade na Assembleia Nacional

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a reforma por unanimidade na tarde desta quinta-feira (29), em segunda votação. Para que o texto entre em vigor, ainda é necessária a assinatura de Delcy Rodríguez, seguida da publicação oficial.

Pressão dos Estados Unidos e reação do setor

Desde o início de janeiro, quando os Estados Unidos sequestraram o presidente  Nicolás Maduro, o governo Trump passou a manifestar de forma reiterada o interesse na entrada de empresas estadunidenses na indústria de petróleo do país sul-americano. Washington deixou claro que espera investimentos de companhias dos Estados Unidos no setor.

Duas fontes disseram à CNN no início deste mês que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja utilizar contratados militares privados para proteger ativos de petróleo e energia no país.

Apesar da abertura legal, alguns executivos do setor petrolífero demonstraram desconforto com a possibilidade de investir na Venezuela. O CEO da Exxon Mobil afirmou, em uma reunião na Casa Branca logo após a ação militar que resultou no sequestro de Maduro, que o país é “inviável para investimentos” em seu estado atual.

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