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Díaz-Canel denuncia estratégia dos EUA contra Cuba

Presidente cubano afirma que Washington usa sanções e bloqueio para agravar crise econômica e justificar pressão contra o país

Díaz-Canel, presidente de Cuba na 12ª Cúpula Extraordinária da ALBA-TCP (Foto: Estúdios Revolução )
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247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que os Estados Unidos intensificam as sanções e o bloqueio econômico, comercial e financeiro com o objetivo de agravar a crise econômica da ilha e criar condições para aumentar a pressão contra o país, inclusive com a possibilidade de justificar uma intervenção armada.

As informações são da Prensa Latina, com base em comunicado divulgado pela Presidência da República de Cuba após entrevista concedida por Díaz-Canel ao jornalista espanhol Andrés Gil, do portal elDiario.es, no Palácio da Revolução, em Havana.

Segundo o chefe de Estado cubano, Washington tenta construir um cenário de extrema complexidade interna, explorando dificuldades econômicas, energéticas e sociais para alimentar tensões no país. Díaz-Canel afirmou que as medidas impostas pelos Estados Unidos atingem diretamente o cotidiano da população cubana, especialmente em áreas sensíveis como abastecimento, energia, finanças e acesso a recursos essenciais.

O presidente cubano denunciou a intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro mantido pelos Estados Unidos contra Cuba e afirmou que as sanções recentes fazem parte de uma estratégia para asfixiar o país econômica e energeticamente. A avaliação ocorre em meio a dificuldades no fornecimento de combustíveis, interrupções no sistema elétrico nacional e limitações financeiras enfrentadas pela ilha.

Díaz-Canel também associou a atual ofensiva contra Cuba à política adotada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a estratégia busca estimular o descontentamento interno e a desestabilização social como instrumentos para promover mudanças políticas na nação caribenha.

De acordo com o presidente cubano, Washington trabalha com diferentes cenários contra Cuba. Entre eles, estariam a promoção de distúrbios sociais, a imposição de condições para controlar setores da economia cubana e até a possibilidade de uma agressão direta contra o país. Apesar disso, Díaz-Canel reiterou que Havana mantém disposição para o diálogo respeitoso e para relações civilizadas com os Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado afirmou que Cuba está preparada para defender sua soberania diante de qualquer ameaça. Ele reforçou que a independência nacional, a justiça social e o projeto revolucionário seguem como compromissos centrais do governo cubano.

Outro ponto abordado na entrevista foi o impacto das sanções extraterritoriais dos Estados Unidos sobre empresas estrangeiras com interesses em Cuba. Díaz-Canel citou a saída de cadeias hoteleiras espanholas do mercado cubano e defendeu que a União Europeia e a Espanha protejam suas empresas e cidadãos diante de medidas unilaterais impostas por países terceiros.

O presidente cubano criticou a aplicação de leis extraterritoriais e sustentou que os países têm o direito de manter relações econômicas e comerciais sem sofrer pressão externa. Para Havana, esse tipo de medida busca isolar Cuba, restringir investimentos e ampliar os efeitos do bloqueio sobre a economia nacional.

Durante a conversa, Díaz-Canel destacou os esforços do governo cubano para enfrentar a situação econômica por meio de programas de recuperação produtiva, investimentos em energia renovável e fortalecimento de setores estratégicos. Ele também ressaltou a importância da cooperação internacional e dos vínculos com países aliados para superar os efeitos das restrições impostas a Cuba.

O presidente reconheceu os desafios enfrentados pela sociedade cubana e afirmou que o governo precisa continuar aperfeiçoando políticas destinadas a melhorar as condições de vida da população. A crise econômica, agravada pelas sanções e pelas dificuldades energéticas, tem exigido medidas de reorganização produtiva e busca por alternativas de desenvolvimento.

Díaz-Canel afirmou ainda que a resiliência do povo cubano tem sido decisiva para enfrentar mais de seis décadas de hostilidade por parte dos Estados Unidos. Ele expressou confiança na capacidade da ilha de seguir avançando apesar das adversidades e reafirmou a disposição do governo de defender a soberania e a independência nacional.

A entrevista foi realizada em um momento de novas tensões entre Havana e Washington, marcado por sanções contra lideranças e instituições cubanas e pelo endurecimento das restrições econômicas impost

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