Diosdado Cabello: ‘em 4 de fevereiro de 1992, a Venezuela mudou para sempre’
O país sul-americano celebra os 34 anos da Rebelião Cívico-Militar de 4 de fevereiro de 1992
247 - O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, participou nesta quarta-feira (4) de atos de homenagem ao Comandante Hugo Chávez no Quartel da Montanha 4F, em Caracas, como parte das celebrações pelos 34 anos da Rebelião Cívico-Militar de 4 de fevereiro de 1992. A data é considerada um marco histórico no país e reúne militantes, dirigentes e autoridades em memória do episódio. Os relatos foram publicados na TeleSUR.
As informações foram divulgadas pelo PSUV, que destacou o caráter simbólico e histórico da cerimônia. Segundo Cabello, a data representa um momento de encontro espiritual e político no qual setores patrióticos reafirmam o compromisso com o legado de Hugo Chávez, apontado como figura central da história contemporânea venezuelana.
Legado de Chávez e a defesa da unidade
Em seu pronunciamento, Cabello afirmou: “34 anos depois estamos aqui para prestar tributo ao Líder da Revolução Bolivariana, ao Líder do nosso Povo, ao homem que nos ensinou muitas coisas na vida. Após a sua partida, os revolucionários sempre nos encontramos neste espaço para honrar sua memória”.
O dirigente ressaltou que os ensinamentos deixados por Chávez se transformaram em pilares que sustentam a Revolução Bolivariana diante de pressões externas. Segundo ele, o discurso do líder venezuelano esteve permanentemente orientado pela defesa da unidade nacional, tornando-se uma referência central da trajetória política recente do país. “O Comandante é a principal referência do que vivemos hoje na Venezuela. Seu chamado à unidade é o valor fundamental que nos mantém de pé”, declarou.
Cabello, que também ocupa o cargo de ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz, afirmou que a presença de companheiros e companheiras que participaram dos acontecimentos de 1992 fortalece o espírito coletivo da data. Ele relembrou os fatos ocorridos no Quartel San Carlos e exaltou o papel dos militares envolvidos no levante. De acordo com o dirigente, “a única coisa que um revolucionário tem a oferecer é a própria vida”, referência direta à atuação daqueles que participaram da rebelião.
Contexto atual e permanência do espírito de 1992
Ao reiterar a importância histórica do episódio, Cabello declarou: “Sintam-se orgulhosos porque a história vai reconhecê-los. A partir de 4 de fevereiro de 1992, a Venezuela mudou para sempre”. Em seguida, acrescentou: “Hoje o mundo inteiro sabe: os únicos que garantimos a paz neste país somos nós; é a Revolução Bolivariana”.
O vice-presidente do PSUV também comentou o cenário atual do país, afirmando que o momento exige maior consciência política e fortalecimento das lideranças. “Hoje a Venezuela está de pé e jamais estaremos ajoelhados diante de ninguém”, disse. Ao avaliar a resposta da população após os acontecimentos de 3 de janeiro, Cabello destacou a firmeza demonstrada pelos venezuelanos. “Hoje podemos dizer que o Comandante não parou no mar. O que estamos colhendo é precisamente essa consciência semeada, e é isso que nos permite permanecer de pé, com firmeza, diante de qualquer circunstância”, afirmou.
Por fim, o dirigente reconheceu a maturidade política do povo venezuelano e fez um apelo à direção do processo bolivariano. “O povo tem um grande nível de consciência, mas a liderança precisa elevar seus níveis. Não pode haver espaço para individualismos nem para personalismos”, declarou. Ao tratar da tomada de decisões em momentos complexos, Cabello concluiu: “Diante de qualquer circunstância, o melhor sempre é pensar: ‘O que Chávez faria?’. E aí sempre se encontra a resposta correta”, reforçando que o espírito do 4 de fevereiro segue presente na vida política do país.


