"É hora de uma marcha unida para acabar com o crime contra Cuba", escreve embaixador no Brasil
O presidente dos EUA ameaça constantemente a agressão militar contra Cuba
Por Victor Manuel Cairo Palomo (*) - Cuba é vítima de uma guerra multidimensional. O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos é o mais longo conjunto de sanções unilaterais da história. O cerco energético imposto ilegalmente por Washington desde janeiro de 2026 exacerbou as restrições e afetou os serviços básicos do país.
O presidente dos EUA ameaça constantemente a agressão militar contra Cuba, enquanto pessoas sem escrúpulos, com supostas informações privilegiadas, apostam em uma possível invasão da maior das Antilhas, como se fosse um jogo de futebol. Até onde chegou a chamada Máfia de Miami e seus legisladores anticubanos?
Ironicamente, tudo vale tudo contra Cuba, como disse o renomado intelectual cubano Abel Prieto, para se referir às intenções do governo dos EUA de sufocar o povo cubano.
O secretário de Estado, que é um mitomaníaco incontrolável, aproveita todas as tribunas para negar a existência do bloqueio e do cerco ao petróleo, enquanto um grupo de especialistas em direitos humanos denuncia que o bloqueio de combustível imposto pelos EUA a Cuba constitui uma "fome energética", com graves consequências para os direitos humanos, afetando hospitais, escolas e serviços básicos. Eles observam que a medida intensifica o embargo que está em vigor há mais de seis décadas e viola os direitos à saúde, à alimentação e ao acesso à água, particularmente para crianças, idosos e família cubana.
Diante do abuso imperial, Cuba se levanta com suas ideias e, como disse o ministro das Relações Exteriores cubano, se o país for atacado, com suas armas. Uma guerra contra Cuba seria uma guerra contra todos os povos do sul global, um crime contra a humanidade e significaria um retorno à barbárie no século 21.
A história tem mostrado que os invasores, quando lutam contra o povo, não podem alcançar o triunfo. A vitória de Cuba será um exemplo para o mundo e causará vergonha para aqueles que apoiaram o genocídio.
As cinzas não serão suficientes para acalmar os sentimentos de independência de um povo que, mesmo em condições precárias, permanecerá unido para vencer. Os cem anos do invencível comandante Fidel Castro Ruz são uma motivação adicional para defender nossa independência até as últimas consequências.
O grito de pátria ou morte ecoa. É hora de uma marcha unida para acabar com o crime contra Cuba.
(*) Embaixador de Cuba no Brasil



