América latina

Em recado à Venezuela, Celso Amorim diz que Brasil se opõe "ao uso da força ou da ameaça" contra Guiana

"Não deixaremos de transmitir nossas preocupações, especialmente em relação à política de não uso da força", disse o assessor especial da Presidência, Celso Amorim

Celso Amorim, Nicolás Maduro e militares venezuelanos
Celso Amorim, Nicolás Maduro e militares venezuelanos (Foto: REUTERS/Adriano Machado | REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)


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Reuters - O Brasil rejeita qualquer uso da força por parte da Venezuela para ocupar o território de Essequibo, na Guiana, e tem pedido ao governo de Caracas que não ameace seu vizinho, disse nesta quarta-feira o assessor especial da Presidência, Celso Amorim.

O ex-chanceler brasileiro, que viajou para a Venezuela como enviado especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês passado, disse à Reuters que o Brasil se opõe "ao uso da força ou da ameaça". >>> "Nossas fronteiras estão garantidíssimas", diz Múcio diante da tensão entre Venezuela e Guiana 

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"Transmiti nossas preocupações muito sérias", disse ele sobre sua visita a Caracas antes de um referendo sobre Essequibo realizado no fim de semana. >>> Lula convoca reunião de emergência com Mauro Vieira e Celso Amorim para discutir tensão entre Venezuela e Guiana

"Agora há novos fatos que são ainda mais preocupantes. Não deixaremos de transmitir nossas preocupações, especialmente em relação à política de não uso da força", disse Amorim. >>> Lula determinou 'blindagem de fronteiras' por aumento da tensão entre Venezuela e Guiana, diz ministro da Defesa

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Os venezuelanos votaram em um referendo no domingo para aprovar a anexação de Essequibo. O governo venezuelano realizou a votação apesar de uma decisão da Corte Internacional de Justiça que impede a Venezuela de tomar qualquer medida que altere o status quo na área em disputa. >>> Entenda a origem da disputa entre Venezuela e Guiana

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta quarta-feira ao chegar para um evento do Mercosul no Rio de Janeiro que, apesar do aumento das tensões entre Venezuela e Guiana, não vê riscos de um conflito armado entre os dois países. >>> 'Lula não vai apoiar nenhuma aventura da Venezuela e Maduro sabe disso', dizem interlocutores do Planalto 

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O ministro demonstrou tranquilidade em relação à situação entre os vizinhos, mesmo com a elevação recente da temperatura. >>> Mauro Vieira não vê risco de conflito armado entre Venezuela e Guiana, apesar de tensões

"Não, em absoluto", disse à Reuters ao ser perguntado sobre se via a possibilidade da situação entre Venezuela e Guiana escalar para um conflito armado. >>> Venezuela usa a tática russa, une plebiscito e ação militar, e põe em xeque ordem regional e global

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Em meio ao aumento das tensões, o Ministério da Defesa decidiu reforçar a presença militar brasileira na região da fronteira com Venezuela e Guiana e enviar blindados para um grupamento militar localizado em Boa Vista, capital de Roraima.

Em questão está uma região de 160.000 quilômetros quadrados, que é composta em sua maior parte por uma selva densa. A Venezuela reativou sua reivindicação sobre o Essequibo nos últimos anos após a descoberta de vastas reservas de petróleo e gás no mar.

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Essequibo está em disputa desde o século 19, quando a Guiana era uma colônia britânica. Um tribunal internacional em Paris resolveu a questão em 1899, mas a Venezuela diz que a decisão foi fraudada.

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