Governo da Venezuela diz desconhecer paradeiro de Nicolás Maduro
Vice-presidente afirma não saber onde está o presidente após ação dos EUA, enquanto Trump declara que líder venezuelano foi capturado e retirado do país
247 - O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) que não sabe onde está o presidente Nicolás Maduro, após declarações do governo dos Estados Unidos sobre uma operação militar no país. A informação foi confirmada pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em meio a um cenário de forte instabilidade política e tensão diplomática.
Segundo a CNN, Rodríguez declarou que o Executivo venezuelano não tem conhecimento do paradeiro de Maduro, que teria sido alvo direto de uma ação conduzida por forças especiais norte-americanas. A fala ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar publicamente a operação por meio das redes sociais.
Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram capturados e retirados da Venezuela em uma ação conjunta envolvendo forças especiais e a Polícia dos Estados Unidos. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano escreveu: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa".
A agência Reuters também noticiou as declarações de Trump, ressaltando que o presidente dos EUA afirmou que Maduro foi retirado do país. No entanto, de acordo com a própria Reuters, não houve confirmação imediata por parte do governo venezuelano sobre a captura do chefe de Estado.
Diante das declarações americanas e da incerteza sobre a localização de Maduro, o governo da Venezuela decretou emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou que o país irá resistir à presença de tropas estrangeiras, sinalizando uma postura de enfrentamento diante da ofensiva anunciada por Washington.
Relatos de testemunhas indicam que a capital Caracas viveu momentos de tensão. Moradores afirmaram ter ouvido explosões e visto fumaça em diferentes pontos da cidade por cerca de 90 minutos, em um episódio que reforçou o clima de insegurança e apreensão entre a população.
No plano internacional, a situação gerou reações imediatas. A Colômbia expressou profunda preocupação com os desdobramentos da crise, enquanto Cuba condenou a ação dos Estados Unidos, classificando o ataque como criminoso. Outros países da região acompanham o caso com cautela, atentos aos possíveis impactos políticos e diplomáticos.
A ausência de informações oficiais sobre o paradeiro de Nicolás Maduro, somada às declarações contraditórias entre Caracas e Washington, mantém o cenário aberto e aumenta a pressão sobre o governo venezuelano, enquanto a comunidade internacional observa com atenção os próximos desdobramentos da crise.



