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Greve geral na Bolívia e protestos indígenas pressionam Rodrigo Paz

O governo da Bolívia segue sem encontrar solução para a crise dos combustíveis

Greve geral na Bolívia (Foto: Claudia Morales/REUTERS)

247 – Após o início da greve geral por tempo indeterminado convocada pela Central Operária Boliviana (COB), o secretário executivo Mario Argollo anunciou a medida após um massivo encontro em El Alto, no qual foi reafirmada a rejeição às políticas econômicas do governo do presidente Rodrigo Paz.

Os trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, o aumento do salário mínimo, reajustes nas pensões e a defesa dos direitos trabalhistas diante do que consideram ameaças por parte do governo de Paz.

Mais cedo, Paz rejeitou a proposta de aumento de 20% no salário mínimo exigida pela COB.

Enquanto isso, o governo da Bolívia segue sem encontrar solução para a crise dos combustíveis, que tem gerado protestos de sindicatos de motoristas e de diversos setores sociais.

Em meio ao conflito, o ministro de Hidrocarbonetos foi substituído. A escassez de diesel e gasolina, somada à má qualidade dos produtos, agravou a situação.

O governo negou relatos de que esteja sendo preparada a privatização da estatal do setor.

Aumentando a pressão sobre Paz, uma marcha indígena avança em direção a La Paz. Os manifestantes pedem a revogação da Lei 1720, que altera o regime de posse de terras para pequenas propriedades familiares. O protesto foi convocado por organizações dos departamentos de Pando e Beni.

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