Milei afirma que a China é grande parceira comercial e planeja visita em 2026
Presidente argentino afirma que estratégia internacional separa geopolítica e interesses econômicos, preservando exportações ao mercado chinês
247 - O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que não pretende romper as relações comerciais com a China, mesmo mantendo um alinhamento político e estratégico com os Estados Unidos. Segundo ele, a aproximação com Washington não implica, de forma automática, um afastamento de Pequim, sobretudo quando estão em jogo interesses econômicos relevantes para o país sul-americano. As informações são do Clarin.
Milei defendeu a necessidade de distinguir política externa de relações comerciais. O presidente destacou que a China ocupa posição central como destino das exportações argentinas, com peso significativo em setores como soja, carne bovina e lítio, considerados estratégicos para a economia nacional. Além disso, Milei afirmou que planeja uma visita ao país asiáticoi em 2026.
Durante a entrevista, Milei reforçou seu discurso de pragmatismo econômico ao tratar do tema. “Eu não vou romper os laços comerciais com a China. Isso não quer dizer que eu não esteja profundamente alinhado do ponto de vista geopolítico com os Estados Unidos”, afirmou, ao explicar que sua política externa busca conciliar afinidade ideológica com decisões voltadas à proteção dos interesses comerciais da Argentina.
O alinhamento com os Estados Unidos também ficou evidente em posicionamentos recentes do governo argentino em fóruns internacionais. Buenos Aires manifestou apoio às ações de Washington em relação à Venezuela, posição que foi defendida inclusive no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o governo argentino classificou o regime venezuelano como uma ameaça à estabilidade regional.



