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Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 235

Ministério da Saúde atualizou balanço; equipes buscam cerca de 200 pessoas presas sob escombros

Escombros na Venezuela (Foto: Maxwell Briceno/Reuters)
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247 - Mortes por terremotos na Venezuela subiram para 235, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na noite desta quinta-feira (25). O balanço anterior registrava 188 mortos. Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país na noite de quarta-feira (24), com menos de um minuto de intervalo entre um tremor e outro.

O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, afirmou à televisão estatal que as unidades de saúde receberam centenas de vítimas sem vida ou em estado gravíssimo. "Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegaram sem sinais vitais ou morreram ao chegar às unidades de saúde", disse o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, à televisão estatal.

Segundo as autoridades venezuelanas, milhares de pessoas ficaram feridas. Cerca de 200 seguem presas sob os escombros, enquanto equipes de resgate mantêm buscas por sobreviventes em meio aos prédios destruídos.

La Guaira concentra os danos mais graves

O estado de La Guaira, localizado ao norte de Caracas, aparece como a região mais afetada pelos terremotos. O governo classificou a área como uma "zona de desastre" diante da extensão dos danos.

Hospitais receberam grande número de feridos e ficaram lotados após os tremores. Milhares de moradores passaram a noite fora de casa por medo de novos desabamentos ou réplicas.

Relatos de moradores também apontam falta de máquinas pesadas para remover concreto, estruturas metálicas e destroços em áreas onde pessoas continuam presas. As buscas avançam em ritmo urgente, já que as primeiras horas após um colapso costumam concentrar as maiores chances de resgate com vida.

Ajuda internacional começa a chegar

Equipes internacionais de resgate começaram a chegar à Venezuela para reforçar as operações em campo. Governos e organizações também anunciaram o envio de ajuda humanitária, em meio à ampliação da crise provocada pelos terremotos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USGS, já havia alertado que o número de mortos poderia aumentar conforme as equipes acessassem as áreas mais atingidas. A destruição em zonas urbanas e a presença de pessoas sob os escombros elevam o risco de novos registros de vítimas.

As autoridades mantêm o trabalho de busca, atendimento médico e levantamento de danos. A prioridade segue concentrada no resgate de sobreviventes, no socorro aos feridos e na retirada de famílias de áreas instáveis.

Site registra quase 40 mil desaparecidos

Um site independente criado para reunir informações sobre desaparecidos registra quase 40 mil pessoas procuradas após os terremotos. O número não passou por verificação independente nem recebeu confirmação do governo venezuelano.

A plataforma surgiu como tentativa de centralizar relatos de familiares e moradores que ainda buscam notícias de pessoas desaparecidas. O dado amplia a dimensão da incerteza sobre o impacto humano da tragédia, embora as autoridades mantenham como balanço oficial o número de 235 mortos divulgado pelo Ministério da Saúde.

Com hospitais pressionados, equipes de resgate em campo e ajuda internacional em deslocamento, a Venezuela enfrenta uma das operações de emergência mais graves de sua história recente após a sequência de abalos que atingiu o país.

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