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Petro critica EUA e pede ao governo Lula que estenda o Pix para a Colômbia

Presidente colombiano reage a ameaça de Donald Trump e propõe expansão do Pix para o país sul-americano em meio a avanços do sistema no Brasil

Gustavo Petro e Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu à ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o sistema brasileiro na lista de controle de ativos estrangeiros. O posicionamento do líder colombiano também reforça o interesse em ampliar o uso do Pix fora do Brasil.

De acordo com informações divulgadas pela RTVC neste domingo (5), Petro questionou a intenção dos EUA em submeter o Pix ao Office of Foreign Assets Control (OFAC), conhecido em português como Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros. O tema ganhou relevância no debate regional sobre soberania financeira e inovação digital.

O presidente colombiano defendeu que o Brasil compartilhe o sistema de pagamentos com países vizinhos. A proposta busca integrar economias latino-americanas por meio de uma ferramenta que ganhou escala no país nos últimos anos.

O Pix registrou movimentação recorde de R$ 35,36 trilhões em 2025, conforme dados divulgados pela própria instituição e repercutidos pelo G1. O volume consolidou o sistema como principal meio de transferência instantânea no Brasil e ampliou seu alcance entre consumidores e empresas.

O Banco Central também prepara novas funcionalidades para ampliar o uso da plataforma. Entre as novidades previstas para este ano está a cobrança híbrida, que permitirá ao usuário quitar uma mesma cobrança tanto por QR Code via Pix quanto por boleto bancário. A funcionalidade ainda é opcional, mas deve se tornar obrigatória a partir de novembro.

Outra inovação em análise envolve o uso do Pix no pagamento de duplicatas escriturais. A medida pode facilitar a antecipação de recebíveis e reduzir custos operacionais para empresas, além de oferecer alternativa ao modelo tradicional de boletos.

O Banco Central também desenvolve o chamado “split tributário”, que pretende permitir o pagamento de impostos em tempo real. A iniciativa se alinha à reforma tributária sobre o consumo e prevê que, a partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja recolhida automaticamente no momento da compra, desde que a transação ocorra por meio eletrônico.

O debate sobre o Pix ganhou dimensão internacional diante da possível inclusão do sistema em mecanismos de controle financeiro dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, propostas como a de Petro indicam o interesse de países da região em adotar soluções digitais que ampliem a integração econômica e reduzam custos de transação.

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