Tribunal eleitoral do Peru encerra apuração e confirma candidato progressista no segundo turno
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão o segundo turno
247 - O tribunal eleitoral do Peru confirmou o segundo turno da eleição presidencial entre Keiko Fujimori, do partido Força Popular, e Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, após validar o resultado do primeiro turno e rejeitar contestações apresentadas contra o processo eleitoral. As informações são da Prensa Latina.
A decisão foi anunciada pelo presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Roberto Burneo, que proclamou Fujimori e Sánchez como os dois candidatos habilitados para disputar o segundo turno. A representante da direita neoliberal terminou a votação de 12 de abril em primeiro lugar, com 17% dos votos, enquanto o candidato progressista ficou em segundo, com 12%, superando por pequena margem Rafael López Aliaga, da extrema direita.
Ao apresentar o balanço oficial do primeiro turno, Burneo afirmou que o processo eleitoral enfrentou problemas logísticos em aproximadamente 13 seções eleitorais. Segundo o chefe do tribunal, a prorrogação do prazo de votação para o dia seguinte permitiu solucionar as dificuldades registradas nesses locais.
O presidente do JNE também mencionou que a abstenção de 21% teve causas diversas e não esteve relacionada exclusivamente aos problemas logísticos apontados durante a votação. Com a conclusão da análise, o órgão eleitoral manteve os resultados e confirmou a realização do segundo turno presidencial.
Burneo anunciou ainda medidas para aperfeiçoar a organização da nova etapa eleitoral. Entre elas, está a criação de um comitê formado por especialistas peruanos e latino-americanos, que ficará encarregado de acompanhar o desenvolvimento do segundo turno.
A confirmação do segundo turno ocorre em meio a declarações de setores da extrema direita contra a possibilidade de vitória de Roberto Sánchez. Nos últimos dias, o deputado José Cueto, da Renovação Popular, afirmou à emissora de direita Willax que, caso o candidato progressista vença a Presidência, as Forças Armadas e a Polícia Nacional “jamais permitirão que uma pessoa dessa índole (Sánchez) as comande”.
Cueto também sustentou que a maioria da população se levantaria em manifestações contra Sánchez e que policiais fardados apoiariam esses protestos. A fala adicionou tensão ao cenário político peruano após a confirmação do segundo turno.



