Venezuela diz que EUA estão isolados após ataque e irá recorrer à ONU
Chanceler Yván Gil afirma que países manifestaram solidariedade e defesa do direito internacional
247 - O governo da Venezuela afirmou que as ações recentes dos Estados Unidos contra o país estão sendo amplamente rejeitadas pela comunidade internacional e não contam com o apoio de nenhum governo estrangeiro. A avaliação foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil, ao comentar as repercussões diplomáticas do que Caracas classifica como uma agressão de Washington.
Em entrevista à agência Sputnik, o chanceler relatou contatos com diversos ministros das Relações Exteriores de diversos países e destacou que recebeu manifestações de solidariedade, apoio político e defesa do direito internacional, além de críticas diretas às ações adotadas pelos Estados Unidos.
Solidariedade internacional, segundo a chancelaria
De acordo com Yván Gil, o posicionamento de outros países tem sido unânime na condenação da ofensiva estadunidense. O ministro ressaltou que as conversas diplomáticas evidenciaram uma rejeição clara à postura de Washington e uma defesa do Estado de Direito no plano internacional.
“Conversei com vários chanceleres. Recebemos palavras de solidariedade, apoio, condenação ao ataque dos EUA e defesa do Estado de Direito. [...] Em outras palavras, essa agressão não encontra apoio de ninguém, é uma agressão condenada por todo o mundo, pela lei e pela verdade política”, afirmou o chanceler venezuelano.
Recurso a organismos multilaterais
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela informou que pretende recorrer a organismos internacionais para denunciar formalmente as ações dos Estados Unidos contra o país. A iniciativa busca respaldo institucional e a reafirmação dos princípios do direito internacional.
Pedido de reunião no Conselho de Segurança
Como parte dessas medidas, a chancelaria venezuelana solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo o governo, o objetivo é apresentar a situação ao principal órgão de segurança internacional e expor as consequências da ofensiva estadunidense, que, segundo Caracas, ocorre em um contexto de isolamento diplomático de Washington.



