A força feminina nas eleições do ES
"Tá na hora, tá na vez, das mulheres demonstrarem ainda mais os seus valores. Tornar a maioria quantitativa na sociedade em maioria qualitativa no Poder"
O Espírito Santo está com um naipe de candidaturas femininas de esquerda ao Legislativo, estadual e federal, jamais visto.
O leque é bem amplo e com diferenças às vezes sutis.
Há aquela que se apresenta com a compreensão da luta integrada de gênero, raça e classe, como sendo o estágio contemporâneo da refrega contra o sistema capitalista, representada por Allona Açucena, do PT.
Jack Rocha, um foguete na Câmara Federal, subiu e ocupou espaços com muita vontade e personalismo, é uma craque do marketing.
Há aquela que acentua mais a questão de raça, como Ana Paula Rocha, do PSOL.
Há aquela que carrega um legado familiar, como Karla Coser, do PT.
Camila Valadão, com o histórico de luta política longa e de muita coerência aos postulados do seu partido, o PSOL.
Tem ainda a já longeva Iriny Lopes, do PT, com vasto currículo prestado ao serviço público, é a continuidade.
Tá na hora, tá na vez, das mulheres demonstrarem ainda mais os seus valores. Tornar a maioria quantitativa na sociedade em maioria qualitativa no Poder.
Não foi citada nenhuma do PSB, porque no ES é um partido de direita.
Para o Senado, teremos a reeleição de Contarato, garantida, caso não faça dobrada tácita com Casagrande. O PT deveria sair apoiando outro candidato da federação; aí seria uma dupla progressista.
Os governadores de direita estão em apoio ao golpista de 8 de janeiro, Flávio Bolsonaro. Os progressistas continuam com Lula.
O governador Casagrande está na muda.
As eleições gerais colocam de um lado o fascismo da extrema-direita, de outro, os democratas. Nesta polarização não haverá meio-termo. Quem não estiver com as forças democráticas, estará com o bolsonarismo fascista.
O candidato do PT ao governo do estado, Hélder Salomão, dará mais visibilidade à candidatura de Lula; tem um currículo de fazer inveja a qualquer direitista, é afável, conciliador, bom de comunicação no contato direto, bom de voto e administrador reconhecido.
Sua vitória ficará na dependência de um planejamento e marketing eleitoral competente. É imprescindível, para isso, apresentar um programa de governo bem articulado, especialmente no campo da segurança pública, direitos humanos (justiça de transição), turismo, transporte (bilhete zero), moradia (todos têm direito a um lar digno), educação (NENHUMA CRIANÇA FORA DA ESCOLA), esporte, combate às drogas, apoio ao MST no campo, uma política voltada para o bem-estar das crianças e adolescentes das periferias... Fomentar a igualdade de gênero e raça, articular a integração morro e asfalto. Apoio integral ao carnaval capixaba como festa democrática e cultural. Promover a cultura local, com incentivos ao folclore, à disseminação da história capixaba e à preservação do patrimônio histórico do ES.
No plano interno do estado: modernizar a política de cargos e salários, com incentivo ao aprimoramento, à eficácia e à criatividade; performar melhor na informática com o uso da IA, agilizando os serviços e atendimentos ao cidadão de forma geral; moralizar o uso de cargos comissionados e em comissão, com total consonância ao LIMPE constitucional – Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência (art. 37 da CF).
Hélder não pode ficar na mesmice e nas platitudes, tem que inovar, por exemplo, propondo criar uma rede institucional de capilaridade para a construção de mutirões da cidadania, os quais seriam encarregados de levar as políticas públicas à base social, receber feedbacks, como retroalimentador dessas políticas.
Contando efetivamente com a colaboração dessas candidaturas femininas e, oxalá, uma vice mulher, a esquerda terá forte protagonismo nestas eleições no estado do ES.
Por ora, a candidatura do Hélder está fria, é mister engatar a terceira marcha já.
Como palanque de Lula, Hélder e candidaturas majoritárias devem sublinhar a luta patriótica pela soberania e o nós contra eles.
Nós quem? Os brasileiros patriotas versus os entreguistas adeptos do bolsonarismo; nós, os despossuídos, versus os muito ricos; nós, os desenvolvimentistas, versus os rentistas. Nós, os que cuidamos e valorizamos a vida, x os que desprezam as dos necessitados, por serem adeptos do malthusianismo e do darwinismo social. Nós, democratas, versus o fascismo da extrema-direita bolsonarista.
Nós, com um candidato presidencial probo, versus eles, com um candidato desonesto, corrupto, miliciano, golpista do 8 de janeiro de 2023 e, sobretudo, agente do Trump, sabujo dos EUA.
Brasileiro patriota é o que tem orgulho do Brasil, presta deferência à bandeira nacional, e não aquele que presta continência à bandeira americana, que instiga Trump à intervenção no próprio país.
Lula, presidente várias vezes, jamais tentou um golpe, é segurança ao Estado democrático de direito; Flávio, eleito, irá tentar o golpe, como tentou com o pai no dia 8 de janeiro de 2023, vai roubar como roubou o pai, vai envergonhar o país no exterior como o pai, que foi um pária internacional.
Escolher o Flávio é escolher um governo de milicianos, de rachadinhas, de lavagem de dinheiro, sobretudo, de fazer tudo o que o seu chefe, Trump, mandar.
O Brasil dos quilombos, dos indígenas, da geração que combateu a ditadura, não pode ser derrotado pelo entreguismo, pela autocracia, pela misoginia, e virar uma republiqueta quintal dos EUA.
Eleição não é só voto, é semente semeada para o futuro.
A maior força da esquerda reside no coletivo: CHAMA QUE A MILITÂNCIA COMPARECE!
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



