A Lua, o Apocalipse e o número 7
O fim do mundo não está próximo
Eu, que não entro num avião nem que me paguem 1 milhão de dólares (na realidade, não posso garantir que recusaria, porque até agora ninguém me ofereceu), fiquei estarrecido ao saber que os astronautas que a Nasa mandou para dar uma volta em torno da Lua ganham menos que juízes brasileiros com seus penduricalhos: uns R$ 70 mil por mês, sem bônus extra por viagens espaciais.
Atordoado com essa informação, resolvi consultar o Grok a respeito de outras dúvidas que me atormentam nesses tempos em que tanto americanos quanto chineses e russos dão sinais de que o futuro da humanidade está na Lua e em Marte. Comecei perguntando se na Lua é sempre noite, pois todas as fotos mostram que o céu, visto a partir dela, está sempre preto.
“A Lua tem ciclos de dia e noite, mas eles são bem mais longos que os da Terra”, respondeu o Grok. “Por causa da rotação lenta da Lua (ela leva cerca de 27,3 dias para girar uma vez no próprio eixo, sincronizada com sua órbita ao redor da Terra), um dia lunar completo (do nascer ao pôr do Sol no mesmo ponto) dura aproximadamente 29,5 dias terrestres. Isso significa que, em quase qualquer lugar da superfície lunar, há cerca de duas semanas de dia contínuo (com Sol brilhando forte, sem atmosfera para espalhar a luz — o céu fica preto mesmo de dia). Depois, cerca de duas semanas de noite contínua (muito frio e escuro). A Lua está sempre com metade iluminada pelo Sol (como a Terra), mas o ciclo é superlento. O que confunde muita gente é que as fotos da Lua mostram o céu preto (sem ar para criar ‘azul’ ou crepúsculo), mas isso não quer dizer que é sempre noite — o Sol nasce e se põe normalmente lá, só que bem devagar. Durante o ‘dia lunar’ (quando o Sol está alto), você vê o Sol brilhando forte (quase branco), o solo lunar claro e cinzento, mas o céu é preto. As estrelas são difíceis de ver por causa do brilho forte do Sol e do solo refletindo luz, mas, em teoria, elas estão lá. Durante a ‘noite lunar’, o céu continua preto, agora com estrelas mais visíveis (se você estiver na sombra ou protegido do brilho da Terra)”.
E em Marte?, perguntei.
“Em Marte também não é sempre noite. Marte tem um ciclo de dia e noite bem parecido com o da Terra! Um dia marciano (chamado de sol) dura cerca de 24 horas e 39 minutos — só uns 40 minutos a mais que um dia na Terra. Tem manhã, tarde, noite e madrugada, com nascer e pôr do Sol normais. Como Marte tem inclinação axial parecida com a da Terra, ele também tem estações e variações na duração do dia/noite dependendo da latitude e da época do ano (mas nada extremo como na Lua). A atmosfera fina de Marte faz o céu parecer avermelhado durante o dia (por causa da poeira), e as noites são escuras, mas o ciclo é diário, como aqui. Em Marte, durante o dia normal, o céu não é azul. Ele fica avermelhado, amarelado ou cor de manteiga (butterscotch). Isso acontece por causa da poeira fina rica em ferro na atmosfera fina de Marte. Essa poeira espalha a luz vermelha e amarelada mais que a azul, então o céu ganha um tom ‘ferrugem’. No nascer e no pôr do Sol, aí sim, o céu (especialmente perto do Sol) fica azul! É o oposto da Terra. A poeira deixa a luz azul passar mais facilmente quando o Sol está baixo no horizonte, criando pores do sol azuis bem bonitos e diferentes”.
Deduzi que morar na Lua seria um mico. Então, por que tanto americanos quanto chineses e russos investem bilhões em viagens para lá? Claro, ele deve ter achado a pergunta bem idiota, mas respondeu mesmo assim:
“O foco principal das agências espaciais hoje é criar uma presença humana sustentável na Lua, ou seja, uma base lunar permanente onde astronautas possam ficar por semanas ou meses, trabalhar, fazer ciência e até extrair recursos (como gelo de água nos polos). O Programa Artemis (NASA + parceiros) preconiza construir uma base lunar perto do polo sul da Lua, com investimento de US$ 20 bilhões nos próximos 7 anos para desenvolver habitats, rovers pressurizados, energia nuclear e infraestrutura. A ideia é começar com missões curtas e evoluir para uma base que suporte estadias longas (fase 3 do plano). O objetivo é ter os primeiros elementos de uma base por volta de 2030, com astronautas pousando já em 2028 (Artemis IV e V). Depois, pretendem pousar astronautas com mais frequência. China e Rússia (International Lunar Research Station - ILRS) também estão planejando uma base no polo sul, com construção básica prevista para 2030–2035 e uma estação mais completa por volta de 2050. É um projeto concorrente ao Artemis. Muitos países (mais de 60) assinaram os Artemis Accords, que são regras para exploração pacífica e sustentável da Lua. As missões Artemis não são só ‘bandeira e pegada’ como na Apollo (visitas rápidas). O objetivo principal é testar tecnologias para viver fora da Terra (habitats, proteção contra radiação, produção de oxigênio e combustível a partir do solo lunar etc.). Usar a Lua como um ‘campo de treino’ mais perto e mais fácil que Marte. Não é só turismo espacial — é construir capacidade para ficar lá de forma duradoura. A Lua é o passo intermediário, e Marte é o destino de longo prazo. A NASA diz abertamente que o Artemis é ‘Moon to Mars’: aprender na Lua para depois ir para Marte (onde as viagens duram meses e o ambiente é muito mais difícil). A SpaceX (de Elon Musk) tem um plano mais agressivo para Marte: pretende lançar as primeiras naves não tripuladas para Marte em 2026, e humanos possivelmente entre 2029 e 2031. O sonho deles é uma cidade autossustentável com 1 milhão de pessoas no futuro. As missões iniciais do Programa Artemis (NASA) levam 4 astronautas por viagem na cápsula Orion até a órbita lunar. Depois, só 2 astronautas descem para a superfície no módulo de pouso (como o Starship HLS da SpaceX ou o Blue Moon da Blue Origin). Os outros ficam em órbita. As primeiras estadias na superfície serão curtas (cerca de 7 a 30 dias). A construção da base lunar será feita em muitas missões ao longo dos anos (não tudo de uma vez). A NASA planeja lançar missões tripuladas a cada 6 meses (duas por ano) para construir aos poucos: primeiro habitats pequenos, depois energia nuclear, rovers, sistemas de suporte de vida etc. O objetivo é chegar a uma ocupação semipermanente (alguns astronautas morando lá por semanas ou meses), mas com equipes pequenas no começo (4 a 8 pessoas por vez). A SpaceX Starship (que vai ser usada como lander lunar) tem capacidade bem maior: pode levar mais de 100 toneladas de carga e tem volume interno enorme (mais de 600 metros cúbicos pressurizados). No futuro, ela pode transportar várias pessoas e mais equipamentos grandes de uma vez, mas, nas missões iniciais do Artemis, ainda vai ser usada de forma mais conservadora. Para uma base de verdade (décadas à frente), aí vai ser necessário transportar mais gente e muito mais carga. Mas isso não significa uma nave gigante cheia de passageiros como um avião. A estratégia é enviar carga não tripulada primeiro (habitats infláveis, módulos pré-fabricados, robôs construtores, suprimentos). Depois, astronautas em grupos pequenos vão ‘montar’ e expandir a base. Rotação de tripulação: equipes chegam, ficam por 6 meses ou mais e são substituídas por outra equipe pequena. A China também planeja algo parecido: pouso de 3 astronautas por volta de 2030 (com 2 descendo), e uma base mais permanente nas décadas de 2030 a 2050, construída gradualmente”.
E os humanos não cientistas? Também vão morar na Lua? E como vão chegar lá se as naves não conseguem levar mais de quatro pessoas por vez?
“Ainda não existe um plano concreto e detalhado para transportar milhares de civis comuns para a Lua nos próximos 10–20 anos. O que existe hoje são planos para bases pequenas e permanentes com equipes rotativas de astronautas/cientistas. Mas o caminho para uma ‘cidade lunar’ com milhares de pessoas envolveria várias etapas e inovações. A SpaceX (com a Starship) é o grande diferencial: a nave pode levar mais de 100 toneladas de carga por viagem e tem volume enorme. Elon Musk já falou em priorizar uma ‘cidade autocrescente’ na Lua (mais rápido que em Marte). A Starship poderia, no futuro, transportar grupos maiores de pessoas e mais toneladas de suprimentos e materiais de construção de uma só vez. Mas, mesmo assim, as primeiras missões ainda seriam com especialistas. A China (com a ILRS) planeja algo similar: base robótica primeiro, depois presença humana gradual, mas também em escala pequena no início. Se (e quando) a Lua chegar a ter uma economia real (mineração de recursos como hélio-3, água gelada, oxigênio do regolito, turismo espacial, pesquisa científica ou até indústria), aí sim o transporte mudaria. Veículos como a Starship (ou versões maiores futuras) seriam lançados da Terra muitas vezes. Cada viagem poderia levar dezenas de pessoas e mais carga pesada. O segredo é reutilização total e reabastecimento em órbita para baratear os custos. No futuro distante: talvez elevadores espaciais lunares (usando cabos feitos de materiais lunares) ou mass drivers (canhões eletromagnéticos que lançam carga da superfície lunar para a órbita, mais barato que foguetes). Robôs e impressoras 3D usariam o solo lunar (regolito) para construir habitats, estradas, escudos contra radiação e até ‘cidades subterrâneas’ ou infláveis. Suprimentos iniciais viriam da Terra, mas depois a base produziria oxigênio, água e combustível localmente (ISRU – In-Situ Resource Utilization)”.
Quem iria primeiro?
“Cientistas, engenheiros, técnicos, mineradores e construtores. Depois, turistas ricos (já existem planos de turismo lunar com a Starship). Só muito depois, pessoas comuns para viver e trabalhar lá (se houver empregos, escolas, hospitais etc.). Hoje, ir à Lua custa centenas de milhões por pessoa. Os custos precisam cair drasticamente (a SpaceX já reduziu custos em órbita terrestre). Radiação, poeira lunar tóxica, baixa gravidade (1/6 da Terra) — os efeitos na saúde a longo prazo ainda são desconhecidos. Viagem: 3–5 dias, mas com desconforto (sem gravidade, espaço apertado). Sustentabilidade: a base precisa ser quase autossuficiente em ar, água, comida e energia”.
Já sem medo de fazer perguntas óbvias, perguntei se esse negócio de morar na Lua e em Marte quer dizer que a vida na Terra está com os dias contados.
“Os planos de habitar a Lua e Marte não significam que os cientistas preveem que a Terra ficará inabitável em dezenas de anos, nem que os recursos vão se esgotar completamente a ponto de precisarmos abandonar o planeta”, disse o Grok. “A Lua é vista como um campo de testes mais próximo e ‘fácil’ (viagem de apenas 3–5 dias). Lá, os astronautas podem aprender a viver fora da Terra. Isso serve de preparação para Marte, que é muito mais difícil (viagem de 6–9 meses, ambiente mais hostil). O objetivo declarado é tornar a humanidade uma espécie multiplanetária — ter presença sustentável em mais de um lugar. Não é ‘fugir da Terra’, mas aumentar as chances de sobrevivência da civilização a longo prazo. Os cientistas não preveem que a Terra vai se tornar inabitável para humanos em poucas décadas. Problemas graves existem (aquecimento global, perda de biodiversidade, poluição, esgotamento de alguns recursos), mas, mesmo em cenários pessimistas, a Terra continuará habitável — só mais difícil em algumas regiões (ondas de calor extremas, secas, subida do mar). Os recursos da Terra não vão ‘acabar’ de forma total. Muitos podem ser reciclados, substituídos por tecnologias (energia renovável, mineração sustentável, agricultura vertical etc.). O espaço pode ajudar trazendo novos recursos (como metais de asteroides ou hélio-3 da Lua), mas não é uma solução de emergência para esgotamento aqui. A Terra está sujeita a riscos raros, mas catastróficos — asteroides grandes, supervulcões, pandemias extremas, guerras nucleares ou até o Sol expandindo daqui a centenas de milhões de anos. Ter uma colônia autossuficiente em outro planeta seria como um ‘backup’ da humanidade. Não é para daqui a 30 anos, mas para séculos ou milênios. Os objetivos são entender melhor o Sistema Solar, buscar sinais de vida antiga em Marte, estudar o clima da Terra comparando com outros planetas. Desenvolver novas tecnologias (energia nuclear no espaço, habitats, reciclagem de ar/água) que podem trazer benefícios para a Terra (como avanços em energia limpa ou agricultura em ambientes extremos)”.
Aí fiz a pergunta mais imbecil de todas: se não há sinais de apocalipse iminente, por que a palavra “apocalipse” foi inventada?
Como o Grok é bem educado, não respondeu como eu merecia, com sarcasmo. Deu apenas uma explicação etimológica:
“A palavra ‘apocalipse’ não significa ‘fim do mundo’ ou ‘catástrofe total’. O sentido original da palavra é revelação ou desvelamento (tirar o véu do que estava escondido). Vem do grego antigo apokálypsis (ἀποκάλυψις), que é formado por: Apo → ‘afastar’, ‘retirar’; Kalýptein → ‘cobrir’, ‘esconder’. Ou seja: revelar, descobrir, mostrar algo que estava oculto. É como abrir as cortinas de um palco ou tirar o lacre de uma caixa surpresa. Não tem nada a ver com destruição no significado raiz”.
Então por que “apocalipse” virou sinônimo de fim do mundo, caos, zumbis etc.?
“Porque o último livro da Bíblia se chama Apocalipse (ou ‘Revelação de Jesus Cristo’, escrito pelo apóstolo João por volta do ano 95 d.C.). Nesse livro, João recebe visões simbólicas sobre o fim dos tempos, a luta entre o bem e o mal, o julgamento, a volta de Jesus e a criação de ‘novos céus e nova terra’. Como o livro tem muitas imagens fortes (dragões, bestas, terremotos, pragas etc.), as pessoas acabaram associando a palavra ‘Apocalipse’ ao conteúdo dramático dele, e não ao significado literal do título. Com o tempo (especialmente no século XIX em diante, com filmes, livros e mídia), o termo virou sinônimo popular de catástrofe global, ‘fim dos tempos’ ou ‘desastre total’. É tipo um ‘apelido’ que pegou e virou lenda urbana moderna. A ideia de que ‘o mundo vai acabar amanhã’ ou ‘daqui a poucos anos vamos ter que fugir para outro planeta’ é bem exagerada e muitas vezes alimentada por filmes, teorias da conspiração, pregadores sensacionalistas ou notícias alarmistas. A Bíblia fala de um fim dos tempos (no sentido de uma transformação final e julgamento), mas não define uma data, não diz que vai ser em 2030 ou 2050, nem que a Terra vai virar um deserto inabitável de repente. Muitos cristãos interpretam o livro de forma simbólica ou como encorajamento para os primeiros cristãos perseguidos, não como um calendário de desastres. Os cientistas também não preveem um ‘apocalipse’ iminente que obrigue a humanidade a abandonar a Terra em poucas décadas. Existem riscos reais (mudanças climáticas, asteroides raros, pandemias), mas nada que indique ‘fim inevitável’ tão cedo. O foco continua sendo resolver os problemas aqui mesmo. A palavra existe porque, desde a antiguidade, as pessoas queriam falar de revelações sobre o sentido da vida, o futuro e o que está por trás da realidade. A Bíblia usou essa palavra para um livro importante, e a cultura popular distorceu o significado com o tempo. O livro foi escrito pelo apóstolo João por volta do ano 95 d.C., quando ele estava exilado na ilha de Patmos (provavelmente por causa da perseguição aos cristãos pelo Império Romano). É o último livro da Bíblia (Novo Testamento) e tem 22 capítulos”.
Pode explicitar com mais detalhes?
“O Apocalipse pode ser dividido em partes principais: introdução e visão de Jesus glorificado (capítulo 1). João vê Jesus ressuscitado e glorioso (com aparência impressionante, como uma figura celestial) e recebe a ordem de escrever o que vê. Sete cartas às sete igrejas (capítulos 2 e 3). Jesus envia mensagens específicas para sete igrejas reais da época (na atual Turquia): Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Cada carta elogia o que está bom, critica o que está errado (como abandonar o primeiro amor, tolerar falsos ensinamentos etc.) e dá promessas para quem permanecer fiel. Essas cartas servem tanto para as igrejas da época quanto como lição para todas as gerações. As visões principais sobre o fim dos tempos (capítulos 4 a 22). Aqui entra a parte mais simbólica e famosa. João tem várias visões do céu e da Terra. Os símbolos mais conhecidos incluem: o trono de Deus e o Cordeiro (que representa Jesus, que foi morto, mas está vivo e poderoso); sete selos, sete trombetas e sete taças → séries de julgamentos e pragas que acontecem na Terra (terremotos, fome, guerras, pragas etc.); muitos veem isso como descrição de tribulações e sofrimentos ao longo da história ou em um período futuro; a besta (com o número 666), o falso profeta e o dragão (que representa Satanás) → símbolos de poderes opressores, impérios malignos e engano; a grande Babilônia → símbolo de uma cidade ou sistema corrupto, luxuoso e opressor que cai; a batalha do Armagedom → confronto final entre o bem e o mal; o retorno de Jesus como rei vitorioso; o julgamento final (Grande Trono Branco), onde todos são julgados; o milênio (reinado de mil anos de Cristo, mencionado no capítulo 20) — esse ponto gera muitas interpretações diferentes; novo céu e nova terra (capítulos 21 e 22) → o final feliz: Deus cria tudo novo. Não haverá mais morte, dor, choro ou sofrimento. A Nova Jerusalém desce como uma cidade perfeita, onde Deus mora com as pessoas. O rio da vida, a árvore da vida e a luz de Deus iluminam tudo. Mensagem central (o que o livro realmente quer passar): Deus e Jesus estão no controle da história, mesmo quando parece que o mal está vencendo. O bem vai triunfar sobre o mal no final. Os cristãos devem permanecer fiéis e não se dobrar à pressão, perseguição ou ao sistema do mundo. Há esperança: Jesus volta, o mal é derrotado para sempre e os fiéis viverão eternamente com Deus em um lugar sem sofrimento (Apocalipse 21:4 é um versículo muito famoso: ‘Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor...’)”.
Por que há tantos números 7 no Livro do Apocalipse?
“No Apocalipse aparecem: 7 igrejas, 7 selos, 7 trombetas, 7 taças, 7 espíritos etc. Tudo isso simboliza a plenitude do plano de Deus — não sorte mágica, mas que algo está completo e divino. O número 7 aparece mais de cinquenta vezes no livro do Apocalipse, e isso é confirmado por várias fontes confiáveis de estudo bíblico (algumas contam exatamente 54, 55, 57 ou até mais de 50, dependendo se contam cada ocorrência da palavra ‘sete’ ou agrupam os conjuntos). Não é exagero — o Apocalipse é o livro da Bíblia que mais usa o número 7 de forma simbólica. Não vou listar todas (porque ficaria muito longo e repetitivo), mas aqui vai uma seleção clara com mais de 20 exemplos bem representativos, organizados por grupos principais. ‘João, às sete igrejas que estão na Ásia...’; ‘Escreve num livro o que vês e envia-o às sete igrejas...’; ‘Os sete candeeiros são as sete igrejas...’; ‘...e dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono’; ‘...o que tem os sete Espíritos de Deus...’; ‘...vi sete candeeiros de ouro’; ‘...e na sua destra tinha sete estrelas...’; ‘...as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros... são as sete igrejas’; ‘...um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos’; ‘...o Leão... para abrir o livro e os seus sete selos’; ‘...o Cordeiro abriu um dos sete selos...’; ‘...vi os sete anjos que assistem diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas’; ‘...vi outro sinal... sete anjos com as sete últimas pragas...’; ‘...os sete anjos... receberam sete taças de ouro cheias da ira de Deus’; ‘...sete tochas de fogo ardendo diante do trono, que são os sete Espíritos de Deus’; ‘...o Cordeiro... tendo sete chifres e sete olhos...’; ‘...os sete trovões fizeram soar as suas vozes’; ‘...um grande dragão vermelho... com sete cabeças...’; ‘...uma besta... com sete cabeças...’; ‘...as sete cabeças são sete montes... são também sete reis’.”
Como você pode ver, o Grok sabe tudo sobre Lua, Marte e religião. Eu só não perguntei para ele por que chamamos Lua de “a Lua” e Marte nunca tem artigo, não é “o Marte”, nem “a Marte”; é sempre Marte somente.
Ele deve saber a resposta. Vou perguntar na nossa próxima conversa.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.


