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Davis Sena Filho

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Filho do Bozo, Bozo é — Votar em Flávio é votar contra você

Flávio não, e não à fila do osso!

Flávio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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Quando tudo for privado, seremos privados de tudo. O Estado é para todos. Sua função primordial é servir e proteger a população em suas demandas e interesses. O Estado pertence ao povo e não a qualquer pretensioso com vocação para ditador ou que se dedique a fazer do Estado uma plataforma de negócios entre os ricos do empresariado e da política, que sequestram criminosamente o Estado para se perpetuar no poder e, por sua vez, efetivar seus negócios, que são concretizados nos subterrâneos da corrupção, do mandonismo, da trapaça e dos privilégios a uma pequeníssima parcela da população.

Derrotar o golpista e presidiário Jair Bolsonaro, seus filhos de essências bárbaras e seus aliados de extrema direita não se resume apenas a derrotar o fascismo, o sectarismo e o elitismo. A verdade é que derrotar os fascistas — que impõem políticas econômicas neoliberais e entreguistas com o propósito de recrudescer o apartheid no Brasil — significa preservar e proteger os marcos civilizatórios da nação brasileira e, fundamentalmente, derrotar a barbárie bolsonarista. Trata-se do avanço da civilização a impedir o retrocesso à selvageria, que se verificou no decorrer de todo o governo Bolsonaro e que poderá perigosamente se repetir com a ascensão de Flávio Bolsonaro ao poder central.

A extrema direita na Presidência da República significa implementar um regime baseado na cleptocracia e na opressão às classes sociais populares. A finalidade é se valer do poder político para se apropriar criminosamente do patrimônio e do dinheiro públicos e, consequentemente, autoenriquecer-se, bem como beneficiar seus associados, que juntos formam uma escória sempre disposta a promover violência e causar doenças, além de perpetuar a pobreza e a miséria, bem como o atraso e o retrocesso social. Eleger outro gângster consanguíneo e de extrema direita para presidente da República representa mais uma vez a abertura para um novo colapso econômico, social e moral de um povo, de um país, que repetirá o tenebroso sofrimento que aconteceu durante os quatro anos de Jair Bolsonaro.

Todavia, corre-se perigo, como aconteceu tantas vezes na história do Brasil, que parte expressiva da população brasileira opte por votar, segundo as pesquisas de institutos parceiros da imprensa comercial e privada, em políticos e candidatos que votam e trabalham contra os interesses dos trabalhadores e da classe média, sejam eles trabalhistas, previdenciários, de infraestrutura, educacionais e de saúde, assim como demonstram não se importar, irresponsavelmente, que o Brasil submeta sua soberania e democracia a países estrangeiros, como querem os bolsonaristas e a direita colonizada em geral em relação ao alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos.

Esses brasileiros, os autônomos, um número grande de trabalhadores de carteira assinada e os informais, além dos pequenos empreendedores, muitos deles formam um estrato expressivo da classe média bolsonarista, votam em candidatos que, se eleitos ou reeleitos, trabalharão para que o Estado nacional seja apenas um instrumento para concretizar as demandas do grande empresariado, os donos reais do dinheiro, como sempre fizeram sem esconder de ninguém. Ou seja, o Estado passa a atuar como garantidor da riqueza dos privilegiados e a agir como repressor das pessoas que contestam esse estado de coisas, as suas difíceis realidades.

Por seu turno, essas pessoas, na verdade, tornaram-se "vítimas" de suas ignorâncias e reacionarismos e foram tomadas mentalmente pela síndrome de Estocolmo, porque apoiam políticos e governantes que os prejudicam por meio de votações que privilegiam apenas o andar de cima da sociedade, que se beneficia das políticas econômicas draconianas, que congelam impiedosamente os salários, diminuem severamente as vagas de empregos, eliminam programas sociais importantes e desvinculam o salário mínimo da aposentadoria e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

É desse modo que a direita brasileira estabelece sua base de atuação política e, por conseguinte, radicaliza a retirada de direitos, porque passa a pregar ainda a desvinculação dos setores estratégicos da saúde e da educação do orçamento obrigatório, que é constitucional. Em resumo: o dinheiro público e os investimentos ficarão ao bel-prazer de uma classe dominante, que é herdeira direta da escravidão e que jamais em sua história teve um projeto de país e programa de governo, porque seu objetivo sempre foi e será acumular patrimônio e muito dinheiro, o máximo possível.

Para isso, mente e, se a mentira não der certo, passa imediatamente a caluniar, injuriar e difamar seus adversários, que são tratados como inimigos a serem, não derrotados, mas destruídos. Isso ocorre porque a extrema direita também se vale da agressão física nas ruas, como demonstram, sem deixar dúvidas nesses anos todos, os bolsonaristas — muitos dos quais dão a impressão de viverem em uma realidade distópica, a converter erros em ilusões. São esses fatores que os levam a ter como líder central o político fascista Jair Bolsonaro, condenado e a cumprir pena por liderar um golpe de Estado, segundo a PF, a PGR e o STF.

Outrossim, os pisos constitucionais previstos pela Constituição de 1988 são alvos de um clã de hienas de extrema direita, que não se sente obrigado a manter — se chegar ao poder central — os direitos dos trabalhadores, aposentados e estudantes, assim como querem retirar do Estado, recolhedor de impostos da população, a obrigação constitucional de financiar os setores básicos de educação e saúde, de incomparável importância para a existência de qualquer povo e país.

É algo que impressiona o tamanho do descompromisso e descaso com o país por parte da burguesia nativa e seus representantes que hoje ocupam os lugares dos capitães-do-mato do passado escravocrata do Brasil. Agora, te pergunto: não se trata de um sequestro do dinheiro público praticado por delinquentes de altíssima periculosidade e totalmente distantes do desenvolvimento social e econômico dos brasileiros? Evidente que sim. A "elite" econômica brasileira, seguramente, é uma das piores e mais ferozes do planeta, e a história deste país rico de povo pobre comprova, cabalmente, o que eu afirmo.

Se a extrema direita ocupar novamente a Presidência da República, fique certo disso, vai ser efetivado um contingenciamento radical do dinheiro público, que é a fórmula perversa para impor políticas econômicas neoliberais em nome da "responsabilidade fiscal ou austeridade fiscal" e desse modo vil assegurar mais dinheiro para as classes ricas, tanto nacionais quanto estrangeiras. Entretanto, tais políticas aplicadas pelos governos neoliberais não deram certo em lugar nenhum do mundo, porque transformam o público em privado, concentram brutalmente renda e riqueza e causam desemprego e pobreza em massa, a serem, todavia, a maneira de operar de uma "elite" econômica cujo princípio é apenas enriquecer e manter intactos para si e às suas próximas gerações seus benefícios e privilégios.

Contudo, será exatamente isto que o filho do presidiário Jair Bolsonaro, o Flávio, irá fazer, porque sempre demonstrou ódio aos pobres, à soberania e ao desenvolvimento do Brasil e por isso, pleno de sadismo, tal sujeito procederá. Mesmo assim, setores e segmentos da sociedade se transformam em suportes de quem contraria seus próprios interesses, a impedir dessa forma que milhões de brasileiros possam razoavelmente tocar a vida com dignidade, sem serem humilhados ou irem para a fila do osso ou dos pés de galinha nos açougues e mercados de todo o país, como aconteceu, lamentavelmente, no governo de extrema direita e ultraneoliberal de Jair Bolsonaro, o fascista que está preso por ter sido o autor de inúmeros crimes, conforme decisão do STF em sua sentença condenatória de 27,3 anos.

É inacreditável que parte grande da população, que é simplesmente empregada, ou no máximo trabalha como pequena empreendedora, pensa, equivocadamente, ser "empresária", mas acorda diariamente às 5 horas da matina e fecha as portas do seu negócio no início da noite, assim como acontece o trabalho noturno de muitos trabalhadores e pequenas empresas de diferentes setores. Mesmo assim ainda há quem teime em apoiar e votar em seus algozes.

A intenção, patética, dessa gente sem noção e consciência de classe é aparentar ser uma pessoa que faz parte da comezaina ou da patuscada dos ricos, sendo que jamais será chamada para sentar à mesa na ilusão de poder banquetear com aqueles que há séculos exploram o trabalho alheio e usufruem das benesses do Estado nacional, que é sustentado pelos impostos, taxas e tarifas pagos por centenas de milhões de brasileiros, porque até mesmo uma pessoa que ganha pouco paga impostos embutidos, a exemplo dos alimentos.

Dito isto, afirmo que, se o brasileiro eleger Flávio Bolsonaro, depois da tragédia que foi o desgoverno violento e militarista do seu pai, chego à conclusão de que parte expressiva da população deste país não tem jeito e por isto necessita urgentemente ser internada em clínicas ou reconhecer-se como patife. A verdade é que esse estrato da população que se autodenomina "conservador" e cidadão de "bem", além de ser cúmplice de homens e mulheres perversos e criminosos, que estão a infestar o Congresso Nacional, os governos dos estados, dentre outros setores, apoia os crimes da extrema direita partidária contra o povo brasileiro e o Estado nacional. Hipocritamente em nome de "Deus, da Pátria e da Família", além do raio que os parta.

O pré-candidato Flávio Bolsonaro, que agora deu para dar uma de dançarino saltitante e sem graça durante suas pantomimas públicas em cima de um palco para uma plateia cujo apelido é gado, não passa de um filhinho de papai autoritário, egocêntrico e totalmente distante dos interesses e das realidades da grande maioria do povo brasileiro. Acostumado a cometer covardias quando deseja ter alguma coisa para seu proveito e prazer pessoal, a respeito de inúmeros fatos ocorridos em toda sua deplorável vida político-partidária, no que tange, por exemplo, às rachadinhas, pequena loja de chocolate que lucrava muito acima da sua capacidade.

Além disso, realizaram-se contratações fantasmas e de parentes do chefe de milícia das comunidades de Rio das Pedras e Muzema para seu gabinete, assim como comprou-se inúmeros imóveis com dinheiro vivo e empréstimo a juros menores junto ao BRB, quando o senador do PL do Rio de Janeiro adquiriu uma mansão em Brasília de quase R$ 6 milhões, dentre outros episódios obscuros ocorridos em sua agitada vida de parlamentar, a exemplo de denúncias do MPRJ, que formalmente acusou Flávio Bolsonaro em 2020 por causa das rachadinhas. Pelo que se observa, o "garoto" mais velho do preso Jair aprendeu "direitinho" com o capitão.

Seu pai, Jair Bolsonaro, era presidente da República e estrilou ao demonstrar ódio a quem ousou "perseguir" seu filhinho em reunião com seus ministros no Palácio do Planalto. Movimentou-se para que as investigações contra Flávio não ocorressem ou fossem paralisadas, de maneira que seu primogênito jamais sentasse no banco dos réus. As alegações para o arquivamento do processo das rachadinhas foram muitas, mas a principal questão foi que o STJ e o STF consideraram inválidos os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e a quebra de sigilo bancário, pois entenderam que houve compartilhamento ilegal de dados entre o Ministério Público e o COAF sem autorização judicial prévia.

Entendeu, camarada? Não é que o Flávio, chamado pelos adversários de "Flávio Rachadinha", não tenha incorrido em crimes, mas o que pegou foi a questão da autorização judicial prévia. Para a Justiça, o MPRJ e o COAF não seguiram o rito processual, o que invalidou a obtenção de dados fiscais e bancários do filho de Jair Bolsonaro. Provas anuladas, impunidade garantida e o sentimento de vitória e prazer por parte do ex-presidente presidiário, que nem o Exército onde era oficial ele respeitou e ameaçou explodir bombas por causa de sua insatisfação com o salário que recebia, além de ser um indisciplinado contumaz. Após os lamentáveis episódios, saiu dos quartéis para infernizar o Brasil.

Assim caminha a política brasileira quando se trata de punir gente que representa o sistema, ou seja, os ricos e as elites do serviço público. Os Bolsonaro se dizem contra o sistema, mas eles são o próprio e sempre ganharam dinheiro e tiveram influência, a atuarem em cargos altos no serviço público. Eles repetem tal cantilena milhões de vezes para iludir seus eleitores, exemplificados no gado amante das fake news e do tio e da tia do ZAP.

Essa gente sem eira nem beira criou o próprio ecossistema de informações e vivencia intensamente o mundo paralelo que criou para si, que tem forte apelo a valores morais, religiosos e de combate a "inimigos" sistêmicos como o comunismo ou o establishment político, do qual fazem parte os políticos eleitos pelo gado pleno de preconceitos, intolerância e que muitas vezes descamba para a violência.

Trata-se da gadolândia que se veste com a camisa amarela da CBF, que sequestrou os símbolos nacionais e acha que eles pertencem a ela, bem como sonha com uma ditadura militar em nome de "Deus", da "família", da "liberdade" e da "democracia", sem deixar de fazer "arminha", gesto fascista que representa a eliminação de seus adversários. Simplesmente e simbolicamente assassinatos. O desejo de matar quem não pensa igual a você. Porém, as mortes já aconteceram nesses anos e os autores são bolsonaristas. Seria cômico se não fosse trágico e ridículo.

Flávio Bolsonaro representa o que se há de pior na política do Brasil, em especial do Rio de Janeiro, um estado onde um vasto território é ocupado pelas milícias e o tráfico. Há muitos anos sua família, liderada pelo seu pai Jair, defende as milícias como forma de as periferias do Rio de Janeiro terem acesso à "segurança". São defesas que foram e são ditas por meio de palavras em público, dentro da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e durante a Presidência da República de Jair Bolsonaro e por isso discursos registrados e, consequentemente, publicizados também pela imprensa de mercado, que sonha sempre com um mandatário neoliberal.

A extrema direita mostrou e demonstrou para o que veio no pior governo da história da República sob a batuta de um fascista do naipe de Jair Bolsonaro. Foram quatro anos em todos os sentidos, a atingir dolosamente todos os setores da economia e segmentos da sociedade em seus inúmeros grupos e diversidades. Jair Bolsonaro realizou um desgoverno ferozmente antipopular, antinacional, antiminorias, antidemocrático e contrário ao meio ambiente, à cultura e à ciência. Ele sabotou gravemente todos esses setores e segmentos. Por intermédio do seu desgoverno extremamente sectário e ultraneoliberal, desmontou brutalmente o Estado, rasgou a Constituição e efetivou propositalmente uma crise permanente contra o STF, porque para dar um golpe de Estado era necessário desconstruí-lo e desmoralizá-lo, o que, como sabemos, não aconteceu.

Além do mais, o capitão foi um péssimo oficial e político deplorável que em 34 anos de mandatos parlamentares (vereador e deputado) e um presidencial jamais elaborou um único projeto que beneficiasse a população. Bolsonaro demonizou sistematicamente o Partido dos Trabalhadores e seu principal líder, o presidente Lula, foi alvo sistemático de ações políticas sórdidas e, principalmente, por fake news, porque a finalidade era derrotá-lo nas eleições de 2022. Nada adiantou, o ex-presidente de extrema direita foi derrotado mesmo a estar sentado na cadeira presidencial e a ter posse da caneta do poder central. Flávio é o mesmo do mesmo e representa seu pai de volta ao poder se a maioria dos brasileiros se aventurar novamente em eleger mais um patife desprovido de qualquer compromisso com a nação.

Por sua vez, é necessário lembrar que ainda não há conclusão quanto aos escândalos do Banco Master e do INSS. Evidente, porém, é que as referidas corrupções estão sentadas no colo da extrema direita bolsonarista e do Centrão, bem como saber-se-á com o tempo se o Flávio Bolsonaro, seu pai e Cia. estão envolvidos com os descontos indevidos dos aposentados do INSS e com a patuscada do Banco Master. Até os mortos, os recém-nascidos, os que estavam em coma profundo por anos e os extraterrestres sabem que o desgoverno fascista de Jair Bolsonaro foi extremamente corrupto e entreguista. Obviamente que durante o horário eleitoral do PT tudo isso será dito e esclarecido, além das comparações econômicas e sociais que Lula fará pela televisão em relação aos adversários da extrema direita. Quem viver verá.

Para finalizar, a verdade nua e crua é que Flávio sempre votou sistematicamente contra os interesses dos trabalhadores, da população em geral, além de ser contrário à soberania do Brasil, como demonstrou, sem deixar dúvida, quando esteve no mês de março em uma reunião da extrema direita mundial em Dallas, no Texas, quando em um discurso lamentável ofereceu, na maior subserviência e subalternidade, os minerais de terras raras e minerais críticos brasileiros aos Estados Unidos. Complexo de vira-lata é pouco para definir esse cara.

Flávio e sua turma são tão colonizados que os gringos não perdem tempo em agradá-los, porque sabem e entendem que estão a lidar com gente entreguista, traidora da pátria, com uma vontade estratosférica de ser servil, sabujo ou lambe-botas de estadunidense arrogante e endinheirado, mas ao mesmo tempo são algozes e violentos contra o povo pobre do Brasil. Trata-se do caráter ou falta dele que expõe o Brasil à ganância e à exploração de potências mundiais, a enfraquecer sua democracia, a Constituição, sua política diplomática e, principalmente, quando se trata de sua soberania e independência perante o concerto das nações.

Totalmente sem noção e como sempre a representar grupos políticos brasileiros que nunca tiveram, não têm e jamais terão um projeto de país, Flávio Bolsonaro é o que poder-se-ia dizer sobre referência para qualquer atividade ser um fracasso retumbante. Todo mundo sabe, inclusive quem o apoia, que ele vai implementar, se for eleito, uma política econômica de entreguismo, espoliação e exploração, juntamente com os grupos nacionais bilionários e seus sócios do exterior, que, por intermédio da quadrilha de bandidos da Lava Jato, desmontaram parte importante do Estado brasileiro.

Levaram à falência grandes empresas da construção civil, da indústria de alimentos e da indústria naval, além de entregarem setores estratégicos e importantes da economia, a exemplo do petrolífero, com a entrega criminosa do Pré-Sal, de refinarias, gasoduto e BR Distribuidora, além da Eletrobras. São criminosos de lesa-pátria e do crime edificam seu modo de vida para se locupletar e enriquecer. Tratam o público como se fosse privado, concentram lucros e socializam os prejuízos com o povo brasileiro, o contribuinte pagador de impostos.

Como se vê, o Brasil não precisa de inimigos externos, quando pessoas ou grupos como os de Bolsonaro e Temer, além dos magnatas bilionários da imprensa de negócios privados e setores burgueses do estado nacional, agem severamente contra os interesses da população e do Brasil. Esse tipo de gente tosca e tacanha atua a favor dos interesses das "elites" econômicas brasileiras, que garantem a repressão a mandatários e partidos progressistas, trabalhistas e de esquerda, a partir de decisões casuísticas nas Forças Armadas, no Judiciário, no MPF e na PF, com direito a vazamentos de processos inventados, porque baseados na mentira e manipulação.

As vítimas desses processos mentirosos, vulgarmente repressores e estabelecidos pela direita estatal, política e empresarial nos últimos 25 anos, tiveram de enfrentar uma nova forma de golpismo e de perseguição política sem limites, por intermédio da Teoria do Domínio do Fato e do Lawfare, a exemplo do que aconteceu com Lula, Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoíno, dentre inúmeros brasileiros patriotas, sem esquecer os mais antigos como Leonel Brizola, João Goulart, Miguel Arraes, Luís Carlos Prestes e Getúlio Vargas, cuja morte foi a solução para impedir outro golpe de Estado, dentre muitos outros, que sofreram demasiadamente por serem socialistas, comunistas ou trabalhistas. Até o desenvolvimentista JK, que não era de esquerda, passou por terríveis humilhações.

Portanto, há de se ter cuidado com Flávio Bolsonaro e o mal que ele representa em termos sociais e econômicos para os brasileiros. Nos Estados Unidos, como fez seu pai quando prometeu submeter o nosso país aos EUA, Flávio posicionou o Brasil como "solução" para quebrar a dependência norte-americana da China no que é referente às terras raras e aos minerais críticos e estratégicos, essenciais para defesa e inteligência artificial. O filho do Bozo prometeu cooperação para garantir a segurança nacional dos EUA, a demonstrar com isso seu vira-latismo vergonhoso, que de tão subserviente parece estar incrustado na sua alma colonizada e no seu pensamento digno de um sabujo teleguiado.

Portanto, não tenha dúvidas, cara-pálida, pesquise as votações em plenário desse indivíduo sem conhecimento do Brasil e que despreza a população pobre e os trabalhadores. Veja como foram seus votos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e agora no Senado. Verifique seus discursos e, principalmente, suas declarações e atos. Flávio Bolsonaro e seus comparsas sempre deram prioridade às demandas dos ricos e muito ricos, a tratar o Estado apenas como uma ferramenta de atendimento dos interesses de uma burguesia que ao tomar o poder imediatamente extingue as políticas públicas sociais e desmantela o Estado brasileiro em todos seus setores e segmentos, como aconteceu nos governos elitistas e violentos dos golpistas Michel Temer e Jair Bolsonaro. Chega de Bolsonaro. Filho do Bozo, Bozo é. Votar em Flávio é votar contra você. É isso aí.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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