Globo e BR criminosas: atacar já monopólio da distribuição e da informação em nome do interesse público
Enquanto o governo tiver pagando para apanhar, como é o caso da administração atual, o couro vai comer, cada vez com mais violência
Dois grandes monopólios amarram a soberania nacional, colocando-a como mera expressão vazia, enquanto não forem removidos: 1 - o da distribuição de combustíveis, hoje em mãos privadas e 2 - o da informação, com o domínio quase absoluto exercitado pela Rede Globo.
É inadmissível o que a Globo fez com Lula, na última semana, no contexto democrático: a empresa convocou seus porta-vozes, liderados por Andrea Sadi e Cia Ltda, no programa Studio I, na sexta feira, 20, para apresentar um powerpoint, totalmente, inverídico, apontando os aliados principais do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, na corrupção financeira mais grave da história brasileira.
Lá está em destaque o presidente Lula, como se fosse no governo dele que o caso se deu e não no de Bolsonaro; alinhando-se ao presidente, os personagens de direita e ultradireita do espectro político nacional, justamente, aqueles, cujo objetivo no momento eleitoral é detonar o titular do Planalto, situaddo à esquerda e ao centro democráticos.
Repeteco descarado da história da Operação Lavajato, construída para detonar a candidatura Lula em 2018 e levá-lo à prisão por 580 dias, a fim de deixar o caminho livre para o triunfo bolsonarista.
Claramente, o oligopólio midiático global e seus inocentes paus mandados se mostraram desassombradamente de que lado estão na disputa presidencial em outubro, manejando as cartas, para desgastar o adversário eleito pela emissora, o presidente.
Jornalismo de araque!
É de se perguntar: por que a Globo, que recebe as verbas mais polpudas na distribuição dos recursos para divulgação da publicidade oficial, volta-se, com toda a violência e mentira, exercendo o monopólio da informação contra o governo progressista?
Não é de se questionar tal monopólio em nome da democratização dos meios de comunicação, para dar vez e voz às emissoras concorrentes que se propõem a trabalhar de forma relativamente neutra ou honesta, no tratamento da informação e não da sua descarada manipulação?
DESASTRE DO MONOPÓLIO/OLIGOPÓLIO
A sociedade brasileira, nesse momento, está percebendo o desastre da manipulação exercitada pelo setor privado que comprou na bacia das almas a Distribuidora BR, para controlar o mercado de derivados de petróleo, aproveitando os fatores da guerra.
Estão deitando e rolando neste país continente, onde a fiscalização é falha, porque dominada pelo dinheiro da corrupção que compra tudo no facilitário.
Enquanto a Petrobrás exercia a distribuição dos derivados, dividindo essa tarefa com as distribuidoras privadas, o consumidor era favorecido.
Se o setor privado decidia elevar, além da conta, os preços, a BR, então estatal, entrava em cena, aumentando a oferta, jogando o preço prá baixo.
Quem continuasse com os preços altos, perdia a freguesia.
O mesmo, teoricamente, deve ser feito com a comunicação: se a Globo, adversária do governo, recebe, inexplicavelmente, a maior parcela do Leão, na publicidade, não seria justo a democratização da informação por meio da distribuição equitativa das verbas para outras emissoras, a fim de que a honestidade se transparecesse no noticiário diário?
A Globo só vai parar com sua política claramente fascista de mentir e manipular, se sentir a dor no bolso da perda da verba publicitária.
Enquanto o governo tiver pagando para apanhar, como é o caso da administração atual, o couro vai comer, cada vez com mais violência.
Atacar o oligopólio da informação e da distribuição é um imperativo categórico da democracia em nome do interesse público.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



