Mar, o vencedor
O processo de ocupação imobiliária, que depois virou concentração de bares e de restaurantes vem, de algumas décadas, sofrendo com o avanço do mar
Dentre as muitas brigas com o mar [1] tudo indica, se foi dado um passo errado na ocupação humana perto das faixas de areia de cidades praianas e, digamos, que é o mar o vencedor.
Existem vários exemplos espalhados mundo afora, mas vamos ficar no nosso quintal e que observamos há alguns anos aqui no Litoral Norte do Estado de São Paulo. Por exemplo, na Praia do Itaguá, em Ubatuba (SP), o processo de ocupação imobiliária, que depois virou concentração de bares e de restaurantes vem, de algumas décadas, sofrendo com o avanço do mar.
Se, aparentemente, não existiam indicativos de que a erosão marítima iria atuar, num município de 30 mil habitantes, com essa população nos anos 80 do século passado, com a expansão urbana, ao longo dos anos, foi se impermeabilizando, por causa da expansão das camadas asfálticas, muitas vezes recobrindo vias de circulação com paralelepípedos, comprometendo o escoamento superficial e a infiltração subterrânea, e parece que no que deu. A pergunta agora é: como ficamos?
Nesse caso, o que fazer? Perguntas: na Praia do Itaguá, a colocação de muros de gabião para atenuar o problema do avanço do mar foi uma saída correta da engenharia local? A atual ocupação do comércio local e da ciclovia (hoje “eletrovia”, pela expansão dos patinetes e dos “moderninhos” correlatos elétricos), que bordeja essa área de invasão do mar, terá que conviver com o problema de trânsito local? Por quanto tempo?
“O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia /
O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia .” - Canção de Clara Nunes de 1975.
Fonte
[1] “Brigas com o mar”. Artigo de Cacá Medeiros 27/03/2025.
https://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2025/03/brigas-com-o-mar.html
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



