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Marcia Carmo

Jornalista e correspondente do Brasil 247 na Argentina. Mestra em Estudos Latino-Americanos (Unsam, de Buenos Aires), autora do livro ‘América do Sul’ (editora DBA).

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Márcia Carmo, direto de Bogotá: vitória da extrema-direita na Colômbia terá impactos no Brasil

Alinhado a Trump, Milei e Bukele, Abelardo de la Espriella amplia o isolamento regional de Lula e pode alterar a dinâmica política, diplomática e de segurança

Márcia Carmo, direto de Bogotá: vitória da extrema-direita na Colômbia terá impactos no Brasil (Foto: Reprodução)
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Por Márcia Carmo, correspondente do 247 em Bogotá

Durante a campanha à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, deixou claro que vai seguir a cartilha de arrocho do argentino Javier Milei, que abrirá as portas do país para o governo Trump e enfatizará sua sintonia com o senador Flávio Bolsonaro. 

De la Espriella é a expressão da extrema-direita que está ganhando terreno nos países vizinhos do Brasil, na América do Sul. Este cenário é um desafio para o presidente Lula e não só em termos de diálogo com seus pares na região. 

De la Espriella é simpático à iniciativa de Trump de declarar os grupos criminosos como terroristas, o que faz lembrar o anúncio já feito pelo norte-americano em relação ao PCC e ao Comando Vermelho. 

Abelardo de la Espriella disse, mais de uma vez, que pretende colocar “bombas” nos territórios dos traficantes de drogas. E que não vai manter o chamado acordo de Paz Total, implementado por Petro, que consiste na busca do diálogo com grupos guerrilheiros. Ele quer ‘mão de ferro’ contra criminosos e construir presídios inspirados nos que existem em El Salvador, governado por Bukele. 

A radicalização da direita, intensificada agora com esta eleição colombiana, que é contestada pelo presidente Petro, não é uma boa notícia para o presidente Lula e para o progressismo regional. 

Enquanto Petro condenou aquele período de bombardeios contra barcos nas águas em frente à Colômbia e a Venezuela, dois vizinhos do Brasil, De la Espriella, que tem casa nos Estados Unidos e na Itália, tende a apoiar medidas radicais do governo Trump. 

O mapa da América do Sul vive um momento inédito em tempos democráticos, com as eleições da extrema-direita que agora governa na Argentina, no Chile, no Equador, no Paraguai e na Colômbia.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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