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Paulo Guedes

Deputado federal em segundo mandato e ex-presidente da Comissão de Tributação e Finanças da Câmara dos Deputados. Exerceu três mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (2007-2019). Exerceu ainda o cargo de coordenador estadual do Dnocs (2003) e secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (2015)

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Nada a temer no embate com o bolsonarismo

Vamos dialogar com a sociedade, mostrar a supremacia do nosso governo e os riscos da volta de extremistas ao poder

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

Quando não se tem argumentos, resta a tática falaciosa de atacar o oponente. É o que cabe ao bolsonarismo na disputa eleitoral que se aproxima, pelo fato simples e lógico de que eles não dispõem de fundamentos comparáveis aos resultados do governo do presidente Lula para trazer ao debate da sucessão presidencial.

O agregado das pesquisas de opinião das últimas semanas mostra o crescimento do pré-candidato Flávio Bolsonaro. De saída, é preciso deixar claro que pesquisas eleitorais na distância em que estamos do dia das eleições não têm valor conclusivo. Além disso, esse era um cenário previsível com base na polarização dos últimos quatro anos.

Se as pesquisas servem para alguma coisa, é exatamente para renovar nosso ânimo para o enfrentamento com a extrema-direita — muito pródiga em espalhar mentiras e carente de propostas que realmente interessem ao povo brasileiro.

O pré-candidato Flávio Bolsonaro é um raso herdeiro do capital político do pai, sem marca própria e zero histórico de trabalho pelo país. Com uma agravante: o legado do pai presidiário não se limita aos votos da herança, traz também a memória recente daquele que foi o pior governo desde a redemocratização do país.

Vamos ter uma conversa séria com o povo brasileiro sobre o comportamento medíocre e covarde de Jair Bolsonaro durante a pandemia, quando 700 mil brasileiros pereceram por sua inércia e baixa empatia para com o sofrimento do semelhante.

A comparação entre a nossa gestão e o desastroso governo Bolsonaro é o que a oposição mais teme, pois revela a diferença abissal entre quem governa para o povo e quem governou para os ricos, com base no conflito e no esgarçamento das nossas instituições como parte do projeto de instituir uma ditadura no país.

A campanha eleitoral será o momento adequado para apresentar os excelentes marcos da gestão do presidente Lula. A força econômica da nossa gestão está ancorada em números robustos e imune às narrativas vazias de redes sociais. É com base na soberania dos nossos resultados frente à gestão anterior que vamos abrir diálogo maduro com a sociedade brasileira sobre qual é o melhor caminho para o país.

O presidente Lula promoveu redução drástica das taxas de desemprego, agora nos menores índices em quase uma década. Mais do que gerar postos de trabalho destruídos no governo Bolsonaro, nosso governo é responsável pela valorização do trabalhador ao trazer de volta à política pública do aumento real do salário mínimo, medida fundamental para injetar recursos diretamente na base da economia, fazendo a roda do consumo girar novamente.

O controle rigoroso da inflação demonstra que o governo Lula sabe manejar as ferramentas macroeconômicas para proteger o bolso dos mais pobres. Onde antes havia o caos e a insegurança, hoje há previsibilidade e estabilidade.

A isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é um inédito exemplo de justiça fiscal. É a primeira vez, em muito tempo, que o Estado brasileiro se propõe a desonerar a classe média e os trabalhadores, colocando, de fato, o rico no imposto e o pobre no orçamento.

Do nosso lado, a luta é a favor dos trabalhadores, pelo fim da jornada 6x1, pela criação do transporte gratuito para todos, da moradia digna, saúde e educação. Mais do que nunca precisamos fazer escolhas certas para garantir as conquistas do povo brasileiro nestes últimos três anos do governo do presidente Lula.

A volta da família Bolsonaro ao poder representa grande risco para os interesses do povo brasileiro. Os aliados de Flávio Bolsonaro não queriam aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Para um eventual futuro governo, até no Bolsa Família eles querem mexer. Para o bolsonarismo raiz, felizmente minoria na população, quem recebe o Bolsa Família é preguiçoso e não gosta de trabalhar.

A agenda da extrema direita para o país é para o sacrifício dos mais pobres, dos idosos e das minorias. Aqui e acolá, vazam promessas de Flávio Bolsonaro para o mercado financeiro: a ordem é privatizar o que ainda resta de patrimônio do povo brasileiro e congelar o salário mínimo e as aposentadorias — sem falar na nova Reforma da Previdência, que pretende elevar a idade do benefício para 70 anos.

É essa encruzilhada que vai se colocar para o eleitor brasileiro em outubro: trazer de volta o projeto de destruição e exclusão que quase implodiu nossas instituições ou manter a reconstrução meticulosa da nossa soberania e a visão social e humanista liderada pelo presidente Lula?

Na atividade parlamentar e pela presença cotidiana junto às bases, sou testemunha de que nosso governo não apenas recuperou a dignidade do país, como está colhendo resultados econômicos que a oposição, em seu desespero retórico, tenta a todo custo invisibilizar.

O refúgio da extrema-direita é o pântano das notícias falsas e a tentativa de colar no presidente Lula as crises geradas no governo Bolsonaro, com destaque para os casos do Banco Master e os desvios no INSS. Estamos prontos para o enfrentamento. Não vamos permitir que o barulho das milícias digitais corrompam a verdade dos fatos.

Devolvemos o Brasil ao seu rumo de crescimento interno e de soberania no mundo. Não vamos recuar um centímetro na defesa desse projeto que está recolocando o país no trilho do desenvolvimento e da justiça social. Estamos prontos para esse bom combate.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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