O diário de JK
Só posso dizer que é explosivo
Há muitas controvérsias a respeito do diário de Juscelino Kubitscheck. Foi citado em vários livros. Meu colega, Cláudio Bojunga, disse, em seu “JK, o artista do impossível” que o médico Guilherme Romano apossou-se dele no dia 22 de agosto de 1976, no Opala em que JK morreu. E tirou cópias. Garantiu que foi numa copiadora da cidade de Barra do Piraí. E que deu uma delas ao seu “best friend”, general Golbery, então chefe da Casa Civil do general-ditador Ernesto Geisel, que a repassou ao general Reynaldo Mello de Almeida, que a repassou a Armando Falcão, então ministro da Justiça. E que leu trechos no bar do Country Clube. Pode ser. Mas não o diário inteiro, que tem mais de 400 páginas. Eu sei quem tem uma cópia. Mas não posso dizer quem é. Seu dono está na dúvida se o publica ou não. Teme ser processado pela família. “Por que?”, perguntei. E ele: “Difamação”. Retruquei que seria difamação se fosse falso; se é verdadeiro, não. Não li. Mas sei que o conteúdo, explosivo, não tem a ver com a morte. E sim com sua vida. Quem tem, mostrou-me a capa e um calhamaço de páginas manuscritas. Mas não posso dizer quem mostrou.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




