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Maria Luiza Franco Busse

Jornalista há 47 anos e Semiologa. Professora Universitária aposentada. Graduada em História, Mestre e Doutora em Semiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com dissertação sobre texto jornalístico e tese sobre a China. Pós-doutora em Comunicação e Cultura, também pela UFRJ,com trabalho sobre comunicação e política na China

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Olha o Lula aí, gente

Escola leva à Sapucaí a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva em desfile que mistura política, memória social e samba popular

23.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de celebração da contratação de 2 milhões de moradias no “Minha Casa, Minha Vida” e entrega de 1.337 moradias em Maceió. Residencial Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II. Maceió (AL) - Brasil Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

 Fevereiro. Brasil. Rio de Janeiro. Carnaval. No maior show da Terra, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Niterói abre o desfile do Grupo Especial na Passarela Professor Darcy Ribeiro, mais conhecida mundo afora, e dentro, como Sambódromo ou Marques de Sapucaí.

Dia 15, às 22h, a azul e branco pisa nos 700 metros da avenida com o enredo ‘Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil’, vida e trajetória do menino Luiz Inácio, hoje o presidente-estadista que devolveu respeito internacional ao Brasil e não desiste de cuidar do povo brasileiro.

A letra do samba tem 13 parágrafos, mais 2 refrões de seis versos e outros 5 de 4 versos. Um samba-de-lençol, como chamado os de antigamente, necessário para cobrir a grandeza de uma história. Pela ousadia, já merece nota 10.

Segue a letra e o link para ouvir a criação dos compositores Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira, e Tem-Tem Jr.

Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil’

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

O sambódromo comporta público de até 90 mil expectadores e a acústica vem sendo aperfeiçoada desde a inauguração pelo então governador Leonel Brizola, em 1984. Ano em que, pela primeira vez, a emissora líder de televisão decidiu não transmitir o desfile especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. Quebrou a tradição de dez anos. Tomou uma tunda da audiência, migrada para a recém inaugurada e já extinta TV Manchete, e nunca mais brincou disso.

Como será a cobertura neste ano de 2026 em que o presidente candidato à reeleição em outubro próximo, e que não desfruta da preferência do exibidora, vai ser cantado na passarela do samba? Será que vai dar chabu técnico na hora em que a Acadêmicos de Niterói passar ou está sendo pensada outra solução, sobretudo durante o refrão Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula? A ver.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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