Olha o Lula aí, gente
Escola leva à Sapucaí a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva em desfile que mistura política, memória social e samba popular
Fevereiro. Brasil. Rio de Janeiro. Carnaval. No maior show da Terra, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Niterói abre o desfile do Grupo Especial na Passarela Professor Darcy Ribeiro, mais conhecida mundo afora, e dentro, como Sambódromo ou Marques de Sapucaí.
Dia 15, às 22h, a azul e branco pisa nos 700 metros da avenida com o enredo ‘Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil’, vida e trajetória do menino Luiz Inácio, hoje o presidente-estadista que devolveu respeito internacional ao Brasil e não desiste de cuidar do povo brasileiro.
A letra do samba tem 13 parágrafos, mais 2 refrões de seis versos e outros 5 de 4 versos. Um samba-de-lençol, como chamado os de antigamente, necessário para cobrir a grandeza de uma história. Pela ousadia, já merece nota 10.
Segue a letra e o link para ouvir a criação dos compositores Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira, e Tem-Tem Jr.
‘Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil’
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial
Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial
Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
O sambódromo comporta público de até 90 mil expectadores e a acústica vem sendo aperfeiçoada desde a inauguração pelo então governador Leonel Brizola, em 1984. Ano em que, pela primeira vez, a emissora líder de televisão decidiu não transmitir o desfile especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. Quebrou a tradição de dez anos. Tomou uma tunda da audiência, migrada para a recém inaugurada e já extinta TV Manchete, e nunca mais brincou disso.
Como será a cobertura neste ano de 2026 em que o presidente candidato à reeleição em outubro próximo, e que não desfruta da preferência do exibidora, vai ser cantado na passarela do samba? Será que vai dar chabu técnico na hora em que a Acadêmicos de Niterói passar ou está sendo pensada outra solução, sobretudo durante o refrão Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula? A ver.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



