Olhos em Haddad
Homem forte do governo Lula, ele será o fiel da balança em 2026. A sua atuação irá determinar o futuro do Brasil
Fernando Haddad é o vice-presidente ideal para Lula em 2026. Ele tem 62 anos de idade, caminha para os seus trinta anos de atuação política. Homem sério, trata os temas da economia do Brasil hoje com o mesmo rigor que cuidou da Educação entre os anos de 2005 e 2012. Fernando Haddad foi prefeito da maior cidade do País, São Paulo, e, naquele tempo, transformou para melhor a metrópole, as suas ideias e criações estão presentes até hoje pela cidade: ciclo vias, alimentação saudável nas escolas, e, aqui, é necessário lembrar e comparar: enquanto Haddad fez questão que crianças e jovens estudantes comessem comida de verdade, João Doria, que o sucedeu, quis implementar a “farinata”, pseudo-alimento que entrou para história do Brasil como “ração para pobre”. Haddad promoveu a abertura da Paulista (Avenida Paulista) aos domingos e outros diversos avanços civilizatórios como prefeito. No início de sua vida política, Fernando Haddad esteve ao lado de Marta Suplicy na duríssima briga contra a máfia dos transportes, quando ela era a prefeita de São Paulo. A gestão saiu-se vitoriosa e até hoje a classe trabalhadora usa o bilhete único.
Muito bem. A história de Fernando Haddad mostra portanto que antes de ser jurista, economista ou professor universitário, ele é claramente um animal político e leva a sua vida a partir dessa condição. Então, dessa forma, em 2026, ele não irá pleitear vaga ao Senado, Ministério ou governo de São Paulo. Fernando Haddad deve sair candidato a vice-presidente da República do Brasil, na chapa do presidente Lula. Esse é o caminho político que ele deve seguir. Nem mesmo um passo atrás. O bolsonarismo está em declínio, mas não morto. Lula tem clareza do futuro. Ele vencerá as eleições, mas sabe que o destino do Brasil será escrito por outras mãos que não as suas, mas o seu legado pode continuar. Lula está com agulha e linha nas mãos para fazer a costura política necessária para que a faixa presidencial caía sobre os ombros de Fernando Haddad no tempo certo.
Dentro do jogo capitalista brasileiro, para além dos números relacionados à Educação e Economia, o administrador Fernando Haddad vem deixando marca importante e incontestável contra corrupção no País. Mire a sua trajetória, após apoiar a prefeita Marta Suplicy contra a máfia dos transportes, ele, quando prefeito, implementou estratégias que foram fundamentais para combater e vencer a máfia do ISS. Esquema no qual auditores fiscais cobravam propina de construtoras na cidade. Algo que há anos ocorria no interior do Edifício Matarazzo, localizado no Viaduto do Chá, e arredores. Agora, na descoberta do escandaloso caso do banco Master, o trabalho assertivo e dispendioso de Haddad foi fundamental. Ele, sem alarde e holofotes, promove o que todo o político diz fazer: combate à corrupção.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



