Os governos Lula, Dilma e o avanço do desenvolvimento humano no Brasil
O Brasil tem um projeto nacional de desenvolvimento sustentável com justiça social, tributária e ambiental
Ao alcançar, em 2024, a categoria de países de desenvolvimento humano “muito alto”, com IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 0,805, ante 0,744 em 2012, o Brasil consolida o maior avanço social de sua história recente.
O dado divulgado pelo PNUD revela uma transformação estrutural do país nas últimas três décadas. Há 30 anos, o IDHM brasileiro era inferior a 0,555. O indicador mede qualidade de vida a partir de critérios como saúde, longevidade, educação e geração de renda, com recortes por gênero e etnia.
Essa conquista não aconteceu por acaso. O Brasil tem um projeto nacional de desenvolvimento sustentável com justiça social, tributária e ambiental, liderado pelo presidente Lula, que havia sido interrompido em governos anteriores ao atual.
Ao contrário das políticas de cortes de recursos, defendidas por setores da oposição, o governo optou por ampliar investimentos em infraestrutura, na rede de proteção social e nos serviços públicos essenciais. Os indicadores confirmam que a política econômica e social produziu resultados concretos na redução da pobreza extrema. O resultado está em todos os indicadores econômicos e sociais. Todos positivos.
O Brasil registrou a menor taxa de desemprego da série histórica da PNAD, 5,8%, acompanhada do recorde de rendimento médio do trabalho, que atingiu R$ 3.367, com aumento real de 5,4% em relação a 2024.
Entre os setores avaliados, a educação apresentou um dos avanços mais expressivos: o índice saltou de 0,679, em 2012, para 0,798, em 2024. Parte desse resultado está diretamente associada ao Bolsa Família, criado em 2003 pelo presidente Lula, responsável por retirar milhões de crianças do trabalho infantil e garantir acesso à escola, alimentação, vacinação e acompanhamento de saúde. O estudo também aponta melhora significativa nos indicadores educacionais entre famílias de baixa renda, especialmente na população negra.
A saúde, igualmente apresentou forte evolução, impulsionada pela ampliação da cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988 para assegurar o direito universal à saúde. O fortalecimento da rede pública contribuiu decisivamente para a melhora dos indicadores de longevidade e qualidade de vida.
As políticas de distribuição de renda, como a valorização real do salário mínimo e a expansão da rede de proteção social, consolidaram-se como pilares do combate à fome, à pobreza extrema e à desigualdade. Mais do que programas compensatórios, essas iniciativas passaram a integrar uma estratégia permanente de desenvolvimento econômico e social.
Nesse cenário, o Ceará destacou-se como o segundo estado nordestino que mais contribuiu para a elevação do IDHM brasileiro, atrás apenas do Rio Grande do Norte. Entre 2023 e 2025, o estado reduziu em 35% a pobreza extrema. Segundo o IPECE — Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará —, cerca de 415 mil pessoas deixaram essa condição nos últimos três anos.
O desempenho cearense reflete a integração entre políticas federais e estaduais. A retomada e ampliação do Bolsa Família, a partir de 2023, elevou a renda das famílias mais vulneráveis, enquanto programas estaduais fortaleceram o combate à insegurança alimentar e ampliaram a rede de assistência social.
Os investimentos em educação pública, ensino em tempo integral, qualificação profissional e interiorização das oportunidades econômicas também tiveram papel decisivo. Paralelamente, ações de infraestrutura hídrica, fortalecimento da agricultura familiar e expansão dos serviços públicos dinamizaram economias locais e reduziram desigualdades históricas no interior do estado.
A combinação entre crescimento econômico, inclusão social e fortalecimento das políticas públicas colocou o Ceará entre os principais destaques nacionais no avanço do desenvolvimento humano. O resultado reforça uma tendência observada em todo o Nordeste: a de que políticas públicas consistentes, associadas à presença ativa do Estado, são capazes de transformar realidades historicamente marcadas pela exclusão social.
O desempenho alcançado pelo Brasil e pelos estados do Nordeste confirma a eficácia do projeto nacional de desenvolvimento sustentável, liderado pelo presidente Lula em seus três mandatos, continuado pela presidenta Dilma Rousseff.
Foi esse ciclo político que promoveu a maior redução da pobreza extrema da história do país, tendo em vista a ampliação do acesso da população à educação, à saúde, ao emprego e ao aumento da renda do trabalho, que impulsionaram o crescimento econômico com inclusão social.
Com a retomada desse projeto, a partir de 2023, o Brasil foi recolocado na trajetória do crescimento econômico, tendo o Estado como indutor estratégico do desenvolvimento sustentável com justiça social, a fim de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades históricas do país.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




