Por que a pré-candidatura de Thiago Ávila é fundamental para o Brasil
Ela sintetiza a causa palestina, a luta contra as opressões e a defesa do Sul Global e do Brasil soberano, também representados por Lula nestas eleições
Em momentos cruciais da história, despontam candidaturas que representam muito mais do que a disputa por um mandato parlamentar. Elas simbolizam ideias, sintetizam processos históricos e expressam aspirações coletivas. A pré-candidatura de Thiago Ávila à Câmara dos Deputados pela Rede de São Paulo pertence a essa categoria.
Não se trata apenas da entrada de mais um militante na política institucional. Trata-se da possível chegada ao parlamento de uma geração formada nas grandes lutas do século XXI: a defesa da paz, da justiça climática, da soberania dos povos e de uma ordem internacional multipolar. Em um Brasil que será novamente palco de intensa disputa geopolítica em 2026, sua presença pode adquirir importância que ultrapassa em muito as fronteiras nacionais.
A primeira dimensão de sua candidatura é a luta contra o genocídio palestino e todas as formas de opressão. Thiago tornou-se conhecido internacionalmente por sua atuação em missões humanitárias destinadas a romper o bloqueio imposto à Faixa de Gaza e denunciar a tragédia vivida pelo povo palestino.
Foi preso, detido e submetido a graves restrições durante essas ações, transformando sua própria experiência em denúncia permanente da violência que marca o genocídio. Sua coragem pessoal o colocou entre os brasileiros de maior projeção internacional na defesa dos direitos humanos em um dos maiores dramas contemporâneos.
Mas sua candidatura também representa algo igualmente importante para a democracia brasileira: a renovação da política. Durante décadas, a representação institucional foi sendo ocupada, em grande medida, por profissionais da política, por dinastias familiares ou por representantes diretos do poder econômico.
Thiago percorreu um caminho distinto. Sua trajetória foi construída nas ruas, em movimentos sociais, em comunidades, em projetos ambientais e em redes internacionais de solidariedade. Sua chegada ao Congresso significará a entrada de uma experiência acumulada fora das estruturas tradicionais do poder.
Há ainda um terceiro aspecto fundamental: a entrada de jovens idealistas no terreno da disputa institucional.
Durante muito tempo consolidou-se entre setores progressistas uma visão segundo a qual a transformação social ocorreria apenas por meio da mobilização popular, enquanto o Parlamento seria um espaço inevitavelmente capturado pelos interesses estabelecidos do status quo. Essa falsa dicotomia enfraqueceu importantes gerações de militantes.
As grandes transformações históricas costumam nascer justamente da combinação entre organização popular e disputa das instituições. É alentador ver uma nova geração compreender que ocupar o Congresso Nacional também faz parte da luta política. Não para substituir os movimentos sociais, mas para ampliar sua capacidade de intervenção.
Outro elemento que diferencia Thiago Ávila é sua sólida formação internacionalista. Enquanto parte significativa da política brasileira permanece prisioneira de debates exclusivamente domésticos, ele construiu uma visão de mundo conectada às grandes transformações em curso.
A emergência dos BRICS, a consolidação do Sul Global como novo polo de poder, a crise da ordem internacional surgida após a Guerra Fria, os conflitos geopolíticos e a necessidade de construir relações internacionais mais equilibradas fazem parte de sua atuação cotidiana.
Esse internacionalismo dialoga diretamente com a política externa brasileira inaugurada pelo presidente Lula já em seu primeiro mandato, baseada na defesa do multilateralismo, da paz, da autodeterminação dos povos e da construção de um mundo multipolar, ancorado na cooperação Sul-Sul. Em um Congresso frequentemente dominado por visões subordinadas aos interesses das grandes potências, uma voz comprometida com o fortalecimento do Sul Global representa um ativo estratégico para o Brasil.
A preservação ambiental constitui outro eixo central de sua trajetória. Não como discurso de ocasião, mas como prática construída ao longo de duas décadas de atuação em projetos de regeneração ambiental, agroflorestas, recuperação de biomas e fortalecimento de comunidades tradicionais.
O debate climático deixou de ser uma agenda setorial. Hoje ele atravessa a economia, a segurança alimentar, a política energética, o desenvolvimento tecnológico e a própria soberania nacional. O Brasil reúne condições únicas para liderar uma nova economia baseada na biodiversidade, na bioindústria e na preservação da Amazônia. Para isso, precisará de representantes que compreendam profundamente essa agenda.
Em sua pré-candidatura, convergem todas essas dimensões. A defesa da Palestina, da paz, do meio ambiente, da soberania nacional, da multipolaridade e do Sul Global não constituem um conjunto disperso de bandeiras. São diferentes expressões de uma mesma disputa histórica: a construção de um mundo menos desigual, menos violento e mais democrático.
O Brasil ocupa posição estratégica nessa transição. Somos a maior economia da América Latina, uma das maiores democracias do planeta, integrantes dos BRICS e detentores de recursos naturais que despertam crescente interesse internacional. Água doce, minerais críticos, biodiversidade, Amazônia, terras agricultáveis e capacidade energética fazem do país um dos principais territórios de disputa do século XXI.
Nesse contexto, a soberania nacional deixa de ser apenas um conceito jurídico e passa a representar uma condição indispensável para que o Brasil possa decidir seu próprio destino. É justamente por isso que a eleição de parlamentares capazes de compreender essa dimensão internacional torna-se cada vez mais importante.
Na Câmara dos Deputados, Thiago Ávila poderá ser uma voz brasileira com alcance global na defesa da soberania nacional, da paz, do meio ambiente e do fortalecimento do Sul Global, justamente em um momento decisivo da história brasileira, em que o País se torna alvo da cobiça econômica, política e estratégica das grandes potências internacionais.
As próximas eleições não decidirão apenas a luta entre a civilização, representada pelo presidente Lula, e a barbárie da extrema-direita global, como também a composição do Congresso. Elas ajudarão a definir que papel o Brasil desempenhará no novo equilíbrio internacional que está emergindo.
Sob essa perspectiva, a candidatura de Thiago Ávila transcende a disputa partidária. Ela representa a possibilidade de levar ao Parlamento brasileiro uma geração que compreende que defender a democracia, a justiça social, a paz, a preservação ambiental e a soberania nacional são, hoje, partes inseparáveis do mesmo projeto histórico. Por isso mesmo, boa sorte, Thiago!
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




