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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Por que Moraes não processa quem o acusa?

Se é mentira, tem que processar

Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Quando a jornalista Malu Gaspar publicou, no jornal “O Globo”, ainda no ano passado, que o ministro do STF Alexandre de Moraes tinha pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para não liquidar o Banco Master, sem dar a fonte da informação, houve quem acreditasse e quem não acreditasse. Verdade ou mentira?

Se fosse mentira, Moraes deveria ter sido o primeiro a processar a jornalista e o jornal por disseminar um ataque gravíssimo à sua reputação.

Mas ele não processou. Confirmou os encontros, mas desmentiu o teor das conversas.

Quando Malu Gaspar publicou que a mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci, tinha assinado um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, houve quem acreditasse e quem não acreditasse (até hoje há quem não acredite).

Mas, se fosse mentira, Viviane deveria ter desmentido o contrato e processado a jornalista e o jornal.

Mas não o fez.

Nem Moraes processou a jornalista e o jornal, o que seria normal, afinal, a sua reputação estava em jogo.

Quando apareceram os primeiros prints em que Daniel Vorcaro conta à namorada a respeito de seus encontros com “Alexandre”, que logo depois confirma ser Alexandre de Moraes, houve quem acreditasse e quem não acreditasse.

Afinal, Vorcaro poderia ter mentido à namorada.

Se fosse mentira, Moraes deveria ter desmentido e processado Vorcaro.

Mas não o fez.

Quando surgiram os prints em que, no dia de sua prisão, Vorcaro troca mensagens com alguém que, segundo os investigadores da Polícia Federal, é Alexandre de Moraes, este, pela primeira vez, reagiu, negando ser ele.

Mas, se é mentira, por que Moraes não processa os investigadores que garantem ter sido ele o interlocutor?

Abrir processos de calúnia contra Vorcaro e os policiais seria a melhor resposta.

Afinal, ele já processou pessoas em razão de ataques muito menos graves do que esse.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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