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Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico em Campinas-SP

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Verdadeiros corruptos, pretensos líderes

Falta a delação de Daniel Vorcaro trazer algo de novo para que a parte podre da República seja definitivamente removida

Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro (Foto: Gerado por IA)

Vejam só, quem diria: Ciro Nogueira alvo de operação da Polícia Federal, mais um político da direita envolvido no caso do Banco Master. Mas não é a esquerda a corrupta? O centrão está devidamente caracterizado, agora. Falta a delação de Daniel Vorcaro trazer algo de novo para que a parte podre da República seja definitivamente removida.

Mas a corrupção não se limita às evidências financeiras. Acabamos de ver a manobra para incluir Eduardo Bolsonaro na chapa ao Senado, que é apenas mais uma dentre tantas. A pergunta é: há alguma ação da familícia Bolsonaro, de seu partido PL e de seus asseclas que não sejam falcatruas? A posição explícita e manifesta desse grupo é para a defesa de interesses pessoais e submissão do país a interesses outros que não os nossos. E ainda há os que entendem ser opção válida para as eleições deste ano. O Estadão, por exemplo, que até denunciou o caso como “candidato laranja” em editorial recente, não aceita publicar o termo famílicia para designar o clã, mantendo o inocente – e incoerente – termo família. E abre todos os ataques contra a frente progressista, liderada por Lula, ainda sonhando em encontrar seu pretenso líder de direita.

Porém, essa política de extrema direita vai acumulando tropeços que parecem não atingir, ainda, as intenções de voto. E por ali vão passando balões de ensaio, alguns sérios pretendentes a cargos. Desta forma, no que pese a subversão da gramática no título (“Me engana que eu gosto”), Eliane Cantanhêde publicou artigo no mesmo Estadão para falar de vários pretensos líderes políticos que já sucumbiram, como Ibaneis Rocha, Wilson Witzel e Romeu Zema, tratando-os como outsiders, mas que, na verdade, são oportunistas da política, que não construíram suas carreiras em bases sociais ou representativas. Adicionaria a esses fracassados João Dória que, apesar da carreira meteórica, sucumbiu ao próprio ego, levando consigo o PSDB que tenta a ressurreição agora. Talvez aí os jornalões encontrem seu candidato dos sonhos, antes que a corrupção dele (quem quer que seja) se revele.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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