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Fiscalização ambiental cresce 80% em dois anos na Amazônia

Ampliação das ações federais resultou em mais multas e queda expressiva do desmatamento ilegal, segundo dados oficiais do Ministério do Meio Ambiente

A iniciativa pretende reunir contribuições para fortalecer o jornalismo voltado à cobertura ambiental e à região amazônica (Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR)

247 - O governo federal ampliou de forma significativa a fiscalização ambiental na Amazônia entre 2023 e 2025, com um aumento de 80% no número de operações realizadas na região. As ações tiveram como foco o combate ao desmatamento ilegal, ao garimpo e às queimadas, reforçando a presença do Estado em áreas historicamente pressionadas por atividades ilícitas.

Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam a realização de cerca de 25 mil operações de fiscalização apenas no último ano. No mesmo período, o volume de multas ambientais aplicadas na Amazônia cresceu 63%, refletindo o endurecimento das ações de controle e punição a crimes ambientais.

Além do avanço na fiscalização, os números oficiais indicam impacto direto sobre os indicadores ambientais. Entre 2024 e 2025, o desmatamento ilegal na Amazônia Legal caiu 61%, resultado associado ao aumento da presença de agentes em campo e à maior capacidade de resposta dos órgãos ambientais federais.

O movimento de intensificação não se restringiu à floresta amazônica. No bioma do Cerrado, o crescimento das multas ambientais foi ainda mais acentuado, com alta de 130% em 2025 na comparação com 2023, evidenciando uma estratégia mais ampla de repressão a infrações ambientais em diferentes regiões do país.

Na avaliação do governo federal, a melhora dos indicadores ambientais está diretamente relacionada à recuperação do orçamento e da capacidade operacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O reforço financeiro e estrutural permitiu ampliar a atuação dos fiscais e aumentar o número de punições aplicadas.

Segundo o entendimento da gestão federal, a combinação entre maior presença do poder público, intensificação das operações e aplicação efetiva de sanções tem efeito dissuasório, reduzindo a reincidência de crimes ambientais e contribuindo para a contenção das irregularidades no bioma amazônico.

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