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Governo Lula anuncia novo leilão do Eco Invest para inovação sustentável

Nova etapa do programa pode mobilizar até R$ 55 bilhões para projetos de fertilizantes verdes, baterias, biocombustíveis e inteligência artificial

Setor de minerais críticos (Foto: Sigma Lithium/Divulgação via Agência Brasil)
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247 - O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25) a quinta edição do leilão do Eco Invest Brasil, iniciativa voltada à atração de recursos privados para projetos inovadores ligados à sustentabilidade e à transição energética. 

O novo leilão terá foco em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no país, incluindo fertilizantes verdes, sistemas de baterias, minerais críticos, biocombustíveis, química verde e inteligência artificial. A primeira rodada da disputa está prevista para julho, segundo informou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

O mecanismo do Eco Invest prevê empréstimos com juros reduzidos para bancos participantes, atrelados a uma taxa anual de 1%. A proposta é estimular instituições financeiras a ampliarem o crédito voltado a projetos sustentáveis considerados de maior risco ou ainda em estágio inicial de maturação tecnológica.

Governo prevê forte alavancagem financeira

De acordo com o Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional deverá aportar R$ 1,5 bilhão em cada uma das cadeias contempladas. Os bancos vencedores precisarão ampliar esse montante em uma a duas vezes, por meio de investimentos privados.

Além disso, o programa contará com linhas de crédito corporativo de até R$ 1 bilhão, exigindo alavancagem mínima de três vezes. A expectativa do governo é que o novo leilão se torne o maior já realizado dentro do Eco Invest Brasil.

Segundo Rogério Ceron, caso todas as áreas previstas recebam propostas, o volume total de investimentos poderá alcançar R$ 55 bilhões. “Em vez de a gente sempre exportar nossos talentos, é trazer quem está desenvolvendo soluções para cá para olhar o Brasil”, afirmou.

Fazenda cita cenário internacional e crise energética

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o lançamento do quinto leilão ocorre em um contexto internacional marcado por instabilidade e preocupação com cadeias globais de energia e combustíveis.

“O Brasil é um dos países que menos foi afetado pela guerra no Irã. É uma guerra que vai começar a desarranjar cadeias mundo afora”, declarou o ministro.

Durigan também comparou o impacto da alta dos combustíveis em diferentes países. “Vários outros países, como aqui do lado no Chile, tiveram aumento de 85% no preço de combustível. Na África do Sul, 150%. Aqui no Brasil, a gente teve um aumento de 20%. Claro que impacta, não estou menosprezando o impacto, existe o impacto. Mas, comparativamente com o resto do mundo, é muito pequeno”, disse.

Brasil busca ampliar investimentos em inovação

Durante o anúncio, Durigan afirmou que o Brasil ainda investe pouco em inovação tecnológica. Segundo ele, os investimentos públicos e privados somados representam apenas 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB).

A intenção do governo é usar o Eco Invest para destravar aportes em segmentos considerados essenciais para a transição energética, mas que ainda enfrentam dificuldades de financiamento por falta de maturidade tecnológica ou insegurança de mercado.

Entre os exemplos citados pelo ministro está o combustível sustentável de aviação, apontado como uma das áreas estratégicas para o avanço da economia verde brasileira.

O governo também afirmou que os investidores terão proteção parcial contra eventuais fracassos dos projetos. Segundo a equipe econômica, haverá um mecanismo de garantia dentro do fundo de inovação que assegura rentabilidade mínima baseada na inflação oficial medida pelo IPCA mais 1%.

Quarto leilão movimentou projetos na Amazônia

Além do lançamento da nova rodada, o governo federal apresentou os resultados do quarto leilão do Eco Invest Brasil, voltado a iniciativas de turismo ecológico, biotecnologia e infraestrutura sustentável na Amazônia Legal.

Foram selecionadas propostas apresentadas por Bradesco, ABC Brasil, BTG Pactual e Banco do Brasil. Juntas, as operações somam R$ 3,1 bilhões em capital catalítico.

Segundo o Ministério da Fazenda, os recursos deverão viabilizar aproximadamente R$ 13,2 bilhões em investimentos na região amazônica.

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