Aliados de Lula defendem saída de Jaques Wagner da liderança do governo após operação
Pressão cresce no Planalto para que senador do PT se afaste do cargo e concentre esforços em esclarecer suspeitas ligadas ao caso Banco Master
247 - Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender, nos bastidores, o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. Segundo o G1, a avaliação de integrantes da base governista é que o parlamentar deveria deixar o posto temporariamente para se dedicar à apresentação de esclarecimentos sobre sua citação nas investigações relacionadas ao caso Banco Master.
A pressão dentro do governo aumentou após o avanço das investigações e a realização da 9ª fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com as investigações, Wagner teria atuado para favorecer o Banco Master em troca de vantagens indevidas. O senador foi alvo de medidas da operação deflagrada nesta quinta-feira, o que ampliou o desgaste político em torno de sua permanência na função de líder do governo no Senado.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a decisão sobre uma eventual saída caberá ao próprio senador e ao presidente Lula. Apesar disso, integrantes do governo admitem reservadamente que o afastamento poderia ter ocorrido anteriormente, evitando que o Palácio do Planalto fosse diretamente associado aos desdobramentos do caso.
Nos bastidores, cresce a percepção de que a permanência de Wagner na liderança governista pode ampliar o desgaste político da administração federal. A expectativa entre integrantes do Executivo é que o senador torne públicas explicações sobre os recursos encontrados em um endereço ligado a ele, questão que passou a ocupar o centro das discussões internas do governo.



