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Alvo da PF no caso Master, Ciro Nogueira confirma candidatura ao Senado

Senador questionou a operação da PF e disse ter sido alvo por liderar a oposição ao presidente Lula

Ciro Nogueira (Foto: Senado Federal)
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247 - O senador Ciro Nogueira (PP-PI) confirmou nesta terça-feira (12) que disputará a reeleição ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita em vídeo enviado pela assessoria de imprensa do parlamentar ao G1, após a quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o Banco Master.

Na gravação, o presidente nacional do Progressistas criticou o fato de a operação ter atingido um nome da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o contexto eleitoral influencia a condução das investigações.

“Tem uma coisa que me causou muita estranheza: por que começar essa operação por um líder da oposição? Essas coisas não surgem por acaso, acontecem porque estamos em ano eleitoral. As questões técnicas e provas estão em segundo plano para eles”, afirmou o senador.

Ciro também rebateu as suspeitas relacionadas a valores que teriam sido recebidos pela empresa CNLF, mencionada na investigação da PF. O parlamentar minimizou os montantes apontados e negou irregularidades.

“Agora inventaram que recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas, valores que não chegam sequer a 1% do seu faturamento anual. Não chega a 0,5% do faturamento em dois anos”, declarou.

O senador ainda comentou questões ligadas ao fundo citado nas apurações e argumentou que não há recursos públicos envolvidos.

“Este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos, não é a União, não tem recursos públicos. Até hoje ninguém veio a público explicar por que esse valor não é corrigido há 13 longos anos, sendo que isso só beneficia os grandes bancos”, disse.

A Operação Compliance Zero apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Caso Master. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os elementos que motivaram a nova fase da investigação envolvendo o senador piauiense.

Na segunda-feira (11), um dia antes da divulgação do vídeo, Ciro Nogueira trocou sua equipe de defesa no processo. O escritório responsável pelo caso informou que a saída ocorreu “em comum acordo”. Nem o senador nem os advogados explicaram os motivos da mudança ou anunciaram oficialmente quem assumirá sua defesa daqui em diante.

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