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Andrei Rodrigues: PF pode analisar nova proposta de delação de Daniel Vorcaro

Segundo o chefe da PF, a eventual retomada das discussões dependerá exclusivamente da relevância e da utilidade das informações oferecidas

Andrei Rodrigues (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (2) que a decisão de interromper as tratativas para um acordo de colaboração premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorreu após a avaliação de que as negociações já não apresentavam utilidade prática para o avanço das investigações.

Rodrigues explicou, em entrevista à Globonews, que a colaboração premiada tem como objetivo fornecer às autoridades informações e provas ainda desconhecidas, capazes de contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados, e que a primeira proposta de delação de Vorcaro decepcionou nesse aspecto. 

"A colaboração premiada prevista em lei é um direito do investigado ou do acusado para que ele ofereça à autoridade policial ou ao Ministério Público elementos que nós ainda não temos no processo e aponte caminhos para encontrar provas. Em determinado momento, a Polícia Federal entendeu que não era mais producente permanecer nas tratativas", declarou.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a primeira proposta de delação apresentada por Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal. 

Apesar do encerramento das negociações iniciais, Andrei Rodrigues indicou que a situação pode ser reavaliada caso novos elementos sejam apresentados pela defesa do empresário.

Segundo o diretor-geral da PF, a eventual retomada das discussões dependerá exclusivamente da relevância e da utilidade das informações oferecidas. A análise, acrescentou, seguirá os critérios técnicos aplicados em todos os acordos de colaboração premiada examinados pela corporação.

"Agora há pouco soube que há interesse de apresentar novos elementos. E à Polícia Federal não cabe por lei recusar que o investigado apresente as provas, documentos e elementos que quiser trazer. O que nós faremos sempre, como fazemos em todos os casos, é uma avaliação técnica, séria e que de fato seja produtiva para a investigação, e que possa trazer os benefícios que a legislação prevê", afirmou.

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