Assessor jurídico de filho de Lula critica quebra de sigilo e classifica decisão como "medida esdrúxula"
Marco Aurélio de Carvalho afirma que empresário não é investigado pela PF e questiona decisão da CPMI do INSS
247 - O assessor jurídico de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, classificou como "medida esdrúxula" a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura desvios no repasse de benefícios a aposentados e pensionistas do INSS. Marco Aurélio de Carvalho, que também é coordenador do grupo Prerrogativas, afirmou que não haveria justificativa para a medida, já que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é investigado pela Polícia Federal (PF). As informações são da CNN Brasil.
"Não havia sentido nenhum, porque ele não é sequer investigado [pela Polícia Federal]. Então, é uma medida completamente esdrúxula, mas tudo bem. Se tem alguma dúvida com relação a isso, vamos esclarecer. Zero problema, ele se colocou à disposição da Justiça", declarou. Segundo ele, Lulinha também reiterou que não possui vínculo com os fatos apurados pela comissão.
Lulinha nega envolvimento
"O Fábio Luís reitera que não tem nenhuma relação, direta ou indireta, com os fatos elencados no bojo das investigações do INSS no âmbito da CPMI. É claro que não quer estar acima da lei, mas não pode esperar que esteja abaixo", afirmou Marco Aurélio.
A defesa do empresário pretende aguardar uma solução política para tentar reverter a quebra de sigilo antes de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que um recurso anunciado pela ministra Gleisi Hoffmann (PT) ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), possa barrar a medida. Caso isso não ocorra, a defesa deve acionar o STF.
O advogado Guilherme Suguimori, que assumiu a defesa de Lulinha em janeiro, apresentou nesta quinta-feira (26) petição ao relator do caso na Corte, ministro André Mendonça, solicitando acesso aos autos e colocando-se à disposição para prestar esclarecimentos.
A Polícia Federal apura menções ao nome de Lulinha no contexto das investigações sobre supostos desvios envolvendo benefícios do INSS. Embora citado em depoimentos e em materiais apreendidos, ele ainda não é alvo formal de inquérito. Fontes da PF classificam a apuração como uma checagem "natural" e que "faz parte de qualquer inquérito", indicando que a verificação ocorre sempre que há menções em depoimentos ou documentos apreendidos.


