Autor da PEC da Transição diz que não incluirá no texto nova âncora fiscal ou orçamento secreto

"Só vi isso em jornal. Ninguém falou comigo sobre isso entrar na PEC. Se formos trazer todos os problemas do Brasil para essa PEC, ficará difícil", declarou Marcelo Castro

www.brasil247.com - Marcelo Castro
Marcelo Castro (Foto: Pedro França/Agência Senado)


247 - O senador Marcelo Castro (MDB-PI), autor e redator da PEC da Transição, afirmou não ter pretensões de incluir no texto final uma âncora fiscal e nem o orçamento secreto, como vem sendo noticiado pela imprensa.

“Por enquanto, só vi isso [inclusão de âncora fiscal] em jornal. Ninguém falou comigo sobre isso entrar na PEC. Sobre emenda de relator, a mesma coisa. Isso é coisa para o novo governo”, afirmou Castro em entrevista à CNN Brasil.

No momento, o senador defende que “devíamos concentrar na PEC e na aprovação do orçamento, apenas”, referindo-se aos impactos da remoção do Bolsa Família do teto de gastos, caso a proposta seja aprovada. “Temos tempo para mexer nisso. Se formos trazer todos os problemas do Brasil para essa PEC, ficará difícil”, acrescentou.

De acordo com a CNN, importantes integrantes da equipe de transição, como o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, e o ex-ministro Aloizio Mercadante deram sinais, na terça-feira (22), de que havia a possibilidade de incluir dispositivos para uma nova âncora fiscal na PEC. O Centrão, por sua vez, pressiona para a inclusão de uma regra para tornar impositivo o 'orçamento secreto' por meio do pagamento de emendas de relator.

“O meu entendimento é que temos coisas tão prementes e tão essenciais que não tem como avançar agora para outros assuntos. Qualquer outro assunto vai distrair, tirar o foco, criar marola, ruído e atrapalhar a negociação. Não sei se finaliza hoje e não sei como as negociações vão evoluir”, declarou Castro. Os principais entraves para o avanço no momento são o tempo em que o Bolsa Família ficaria fora do teto - um ou quatro anos - e o valor da PEC. A minuta fala em quase R$ 200 bilhões, mas há propostas mais conservadoras que defendem a liberação de R$ 70 bi.

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