Butantan reduz previsão de recebimento de matéria-prima da vacina e Dimas Covas culpa ataques de Bolsonaro e Guedes à China

A previsão inicial do Instituto Butantan era receber 6 mil litros do insumo até o dia 10, e agora receberá 2 mil até o dia 13, informou o diretor da instituição, Dimas Covas. De acordo com o dirigente, foi provocado um mal-estar "por sucessivas declarações desastrosas" de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas
Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas (Foto: Divulgação)
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247 - O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou na manhã desta quinta-feira (6) a redução da quantidade de matéria-prima para as vacinas que o instituto receberia da China. De acordo com o dirigente, os adiamentos de prazo são uma consequência da "falta de alinhamento" do governo federal. A previsão inicial do instituto era receber 6 mil litros do insumo até o dia 10, e agora receberá 2 mil até o dia 13, informou ele durante coletiva de imprensa.

A China é fornecedora de insumos para a produção da coronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o diretor do Butantan, foi provocado um mal-estar "por sucessivas declarações desastrosas do ministro da economia, Paulo Guedes, e agora do presidente da república, Jair Bolsonaro". "O insumo da principal vacina que vai no braço dos brasileiros vem da China", destacou.

No final do mês passado, Guedes insultou a China e disse que o "chinês inventou o vírus" responsável por causar a Covid-19.

Nessa quarta-feira (5), Bolsonaro insinuou que a China criou o vírus em laboratório para uso em "guerra".

Presente na entrevista, o governador de São Paulo, João Doria, criticou "manifestações agressivas e desnecessárias ao governo da China". "Isso causa profundo mal-estar na chancelaria chinesa", disse. "Tenho certeza que isso tem influência nos insumos da AstraZeneca", afirmou.

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