Empresário preso por fraudes no INSS negocia delação premiada com a PF
Maurício Camisotti foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo
247 - O empresário Maurício Camisotti, investigado por participação em um esquema de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi transferido da Penitenciária II de Guarulhos, na Grande São Paulo, para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista. Segundo o G1, a transferência tem como objetivo facilitar as negociações de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
Transferência para negociar delação
A defesa do empresário é conduzida pelo advogado Celso Villardi, que também atuou na defesa de Jair Bolsonaro no inquérito sobre a tentativa de golpe em 2022. As tratativas com a Polícia Federal buscam viabilizar uma colaboração que possa contribuir com as investigações sobre o esquema no INSS.
Camisotti foi preso em setembro do ano passado durante a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar irregularidades envolvendo benefícios previdenciários.
Operação Sem Desconto e prisões
Além de Camisotti, a operação também levou à prisão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Durante as ações, foram apreendidos bens como esculturas, quadros, uma arma de fogo e veículos de luxo. O empresário é apontado como sócio oculto de uma entidade envolvida no esquema e como beneficiário das fraudes praticadas contra segurados da Previdência.
Defesa contesta acusação
Na época da prisão, a defesa de Camisotti afirmou que não havia justificativa para a detenção no âmbito da investigação sobre fraudes no INSS. Ainda assim, ele permanece preso enquanto avançam as negociações para um possível acordo de delação premiada junto à Polícia Federal.


